O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (25/02) praticamente estável, com uma queda mínima de 0,01%, cotado a R$ 5,75. Com isso, a moeda americana acumula desvalorização de 1,40% no mês e de 6,87% no ano em relação ao real.
Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), registrou alta de 0,46%, fechando aos 125.979 pontos. Durante o dia, o índice chegou a subir quase 1%, por volta das 15h. O movimento ocorre após uma forte queda de 1,36% no pregão anterior.
Mercado reage ao IPCA-15
A reação do mercado foi influenciada pela divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial. O indicador de fevereiro registrou alta de 1,23%, a maior variação para o mês desde 2016.
Apesar do avanço, o resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava 1,36% – e, em alguns casos, até 1,53%. O dado foi bem recebido pelos investidores, que enxergam a possibilidade de desaceleração da inflação nos próximos meses.
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De acordo com o economista André Braz, coordenador de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE), o aumento na conta de luz foi um dos principais fatores que pressionaram o índice. Com a volta da cobrança do quilowatt integral na tarifa de energia, as faturas subiram mais de 16%, após uma queda de 15% em janeiro.
A inflação dos alimentos também continuou em alta, mas abaixo do esperado. Além disso, os reajustes das mensalidades escolares – que costumam ocorrer em fevereiro – contribuíram para o resultado.
“O IPCA-15 pode abrir espaço para uma desaceleração do índice de março, com uma inflação menor, possivelmente pela metade do valor registrado em fevereiro”, afirmou Braz. “Estamos monitorando uma queda nos preços dos alimentos, o que pode favorecer os próximos resultados, mas ainda é necessário aguardar.”
Fala de Haddad no radar dos investidores
Os investidores também acompanharam declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante um evento do banco BTG, em São Paulo. Haddad reforçou a necessidade de manter o foco na política fiscal, afirmando que a “agenda fiscal não pode perder o ímpeto”.
*Com informações do Metrópoles.