Mina de terras raras de Apuí aguarda pedido de licenciamento ambiental da BBX

Vista aérea da cidade de Apuí, no Amazonas — Foto: Divulgação
A mineradora BBX anunciou, nesta segunda-feira (19/01), que as amostras de terras raras retiradas de uma jazida no município de Apuí, na região Sul do Amazonas, demonstrou um índice de pureza de 41% para minerais iônicos, valor que está entre os melhores do mundo e bem acima da mina mais lucrativa do planeta, que fica localizada na Malásia.
O diretor-técnico da BBX, Antônio de Castro, e o gerente de projetos da empresa, Aldemir Moreira, participaram, nesta segunda-feira, do programa Meio Dia com Jefferson Coronrl, da TV Onda Digital, e revelaram detalhes da pesquisa de lavra no município.
Conforme eles, Apuí detém as terras raras mais ricas do mundo, com 41,5% de pureza para os minerais praseodímio, térbio, disprósio e neodímio. A análise foi realizada pela Organização Australiana de Ciência e Tecnologia Nuclear (Ansto) a pedido da Brazilian Critical Minerals, matrix da BBX.
O índice de pureza dos minerais iônicos encontrados no Apuí supera os níveis registrados, também no Ansto, pelas mineradoras Viridis Minins (37,5%), Meteoric Resources (31,6%), com operações em Minas Gerais; Aclara Resourses (31,5%), presente em Goiás, e a MCRE Resources (30%) que opera na Malásia.
Saiba mais:
Reforma Tributária: Pró-labore e distribuição de lucros seguirão regras já existentes
Com ‘boom’ das elétricas, polo de bicicletas do PIM deve crescer 4,3% em 2026, estima Abraciclo
Licenciamento próximo de ser apresentado
A BBX iniciou há 18 meses o processo de licenciamento ambiental da jazida de Apuí, com tratativas com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e Agência Nacional de Mineração (ANP), para o registro da lavra.
De acordo com Antônio de Castro, este processo de licenciamento demandou diversos estudos de fauna, flora, recursos hídricos e por último de qualidade do ar. Todo o material levantado ao longo deste período será consolidado no pedido de licenciamento ambiental que deverá ser apresentado ao Ipaam logo após o Carnaval.
Os minerais presentes nas terras raras de Apuí são usados na fabricação de ímãs poderosos usados na indústria de carros elétricos e de usinas eólicas. Inicialmente, a exploração destes minérios deverá ser feita in natura, mas a ideia é desenvolver tecnologias para começar a agregar valor e, portanto, ter uma melhor rentabilidade comercial.
As estimativas dos executivos é de que a mina possa estar operando já em 2027, com 500 empregos diretos gerados na fase de construção civil e mais 200 empregos diretos na fase de operação plena da mina. Somente em impostos municipais a expectativa da BBX é recolher aproximadamente R$ 8 milhões aos cofres da prefeitura de Apuí.






