Dono ou influenciador: qual rosto vale mais para sua marca?

O marketing de influência se consolidou como uma das principais ferramentas de comunicação e crescimento para marcas de todos os portes. Ainda assim, uma dúvida persiste entre empresários: vale mais ter um influenciador como rosto da marca ou o próprio dono assumindo esse protagonismo?
O tema foi debatido por Bia Cova, influenciadora que se tornou rosto de empresas como Nova Era e Infostore, e Erickson Inomata, comunicador da Infostore, em conversa com a Rede Onda Digital. Os dois participam do Digital Summit Experience, o DSX 2026, que acontece nos dias 23 e 24 de julho no Vasco Vasques, em Manaus, com um talk sobre o assunto.
Proximidade com o público
Para Bia Cova, a principal vantagem de uma marca ter um influenciador como porta-voz é a credibilidade e a proximidade com o público. “O influenciador é uma pessoa que já tem uma comunidade construída, mas também um influenciador pode ser construído pela marca, como foi meu caso”, explicou.
Bia Cova fala sobre as vantagens de ter um influenciador como rosto da marca (Imagens: Rede onda Digital)
“A gente já tem uma credibilidade maior para falar sobre tudo, sobre os produtos, porque a gente está vivendo aquilo ali.”
Segundo ela, identificação e humanização são os fatores que fazem o público se aproximar de uma figura como rosto de uma marca. “A identificação e a humanização realmente fazem as pessoas se aproximarem um pouco mais das marcas”, afirmou.
Bia Cova revela o que fez seu rosto ser abraçado pelo público (Imagens: Rede onda Digital)
A importância de viver a experiência da marca
Inomata destacou a importância de escolher influenciadores que realmente utilizem os produtos da marca e vivam a experiência que estão promovendo. “A gente procura aquele influenciador que utiliza o produto, que vive a experiência e pode demandar para os seus seguidores”, explicou.
Inomata explica como a Infostore escolhe o influenciador certo para suas campanhas (Imagens: Rede Onda Digital)
Ele também alertou para os riscos de depositar a autoridade da marca em uma única pessoa. “Não pode deixar o legado de uma empresa nas mãos de uma pessoa que é maluca, que vive por aí criando confusão”, afirmou.
Inomata alerta para os riscos de escolher o influenciador errado (Imagens: Rede Onda Digital)
Colaboradores como possíveis porta-vozes
Sobre a escolha entre um influenciador e o empresário, Inomata destacou que, em muitos casos, o próprio time da empresa pode ser lapidado para assumir esse papel.
“Muitos colaboradores podem ter o seu engajamento, podem representar suas marcas. A empresa tem que valorizar esse tipo de pessoa que já está dentro da sua casa”, disse.
“Não basta você só aparecer para o vídeo, você tem que viver aquilo e ter essa troca com as pessoas.”
Para Bia Cova, antes de decidir, a empresa precisa considerar principalmente os valores da marca em relação ao influenciador.
“Não vai fazer sentido nenhum você ter uma marca de carro e chamar uma pessoa que só anda de moto. Tem que ser uma pessoa que conversa de fato com o que você quer mostrar, o que você quer passar”, concluiu.
DSX 2026
O DSX 2026 acontece nos dias 23 e 24 de julho, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, com três palcos simultâneos e mais de 40 palestrantes. Os passaportes estão disponíveis em dsx.com.vc.





