“Show de horrores” e “não torço contra”: deputados se dividem sobre Lula e BR-319

A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Manaus, nesta terça-feira (26), foi tema de debates na sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) na manhã desta quarta-feira (27). O debate rendeu duras críticas às falas do petista, mas também defesa aos investimentos anunciados.
O deputado Delegado Péricles (PL) classificou o discurso de Lula como um “show de horrores” e acusou o presidente de mentir para a população amazonense. O principal alvo das críticas foi o anúncio de recursos para a repavimentação da BR-319.
“Esse governo já vai se completar 20 anos no poder e nunca se preocupou com a BR-319. Veio lembrar agora, no último ano do mandato dele, dizendo que vai liberar 300 e poucos milhões, sabendo que para pavimentar a rodovia vão ser necessários de 8 a 10 bilhões”, afirmou Péricles.
O deputado também criticou a fala de Lula sobre o combate ao crime organizado. “É até engraçado. O mesmo presidente que falou que os traficantes são vítimas dos usuários, que um vagabundo vai roubar para comprar sua cervejinha, agora, em ano eleitoral, diz que vai combater o crime organizado. É patético”, declarou.
Já o deputado Wilker Barreto (PSD) adotou um tom diferente. Apesar de se declarar de direita e dizer que nunca votou na esquerda, ele afirmou que torce para que os investimentos anunciados por Lula, especialmente na BR-319, saiam do papel.
“Quando chega a questão do Amazonas, eu esqueço as bandeiras. Eu estou torcendo que a BR saia, pelo amor de Deus. Quem fizer, faz por obrigação. Integrar o Amazonas é pauta nacional, não é pauta partidária”, declarou.
Barreto elogiou as falas de Lula sobre a rodovia e disse que espera que a ordem de serviço seja dada. “Nem licença nós tínhamos. Então, eu não vou misturar as coisas. Tudo que vier para o Amazonas, para o nosso povo, é direito”, afirmou.
O deputado também elogiou a postura do governador Roberto Cidade (União) e dos senadores amazonenses, que receberam o presidente no aeroporto. “É uma agenda de Estado. O comportamento do governador foi maduro. Tem que ir lá”, disse.
Barreto, no entanto, afirmou que não abrirá mão de fiscalizar e cobrar caso os investimentos não se concretizem.





