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O que a NRF 2026 revela sobre o próximo ciclo do varejo global

NRF Retail’s Big Show 2026 segue cumprindo um papel que vai muito além de apresentar novidades.
13/01/26 às 13:20h
O que a NRF 2026 revela sobre o próximo ciclo do varejo global
A NRF Retail’s Big Show 2026 segue cumprindo um papel que vai muito além de apresentar novidades. Ela funciona, ano após ano, como um espaço onde o varejo global ajusta rota. Quem observa com atenção percebe que os temas recorrentes não surgem como tendências passageiras. Eles aparecem porque já estão maduros o suficiente para entrar em escala.
Em 2026, esse movimento ficou ainda mais claro.
Da tecnologia como promessa à tecnologia como estrutura
Um dos sinais mais evidentes desta edição é a mudança de linguagem. Não se fala mais de tecnologia como algo experimental ou periférico. A discussão gira em torno de estrutura operacional.
Inteligência artificial, dados e automação deixaram de ser ferramentas isoladas para se tornarem parte do núcleo do negócio. O foco está menos em testar soluções e mais em integrar sistemas capazes de decidir e executar dentro de regras bem definidas.
Isso muda o papel da liderança. O desafio não é escolher a ferramenta mais nova, mas definir até onde o negócio pode operar de forma autônoma, sem perder controle estratégico.
A ascensão da autonomia na prática
Essa lógica ficou especialmente clara ao observar o posicionamento de empresas como a Google. O discurso não gira em torno de “usar IA”, mas de delegar ações.
Na prática, isso significa sistemas que:
•ajustam campanhas a partir de dados reais de comportamento,
•antecipam rupturas de estoque,
•priorizam atendimentos com base em valor e contexto,
•conectam toda a jornada do cliente sem depender de intervenção manual constante.
Autonomia aqui não é ausência de liderança. É liderança que define limites claros e permite que a operação ganhe velocidade, escala e eficiência.
A loja física reposicionada como ativo estratégico
Outro ponto central da NRF 2026 é o reposicionamento definitivo da loja física. A discussão já não é mais sobre sobrevivência do ponto físico, mas sobre função estratégica.
A loja passa a ser:
•ponto de dados,
•ponto de relacionamento,
•ponto de decisão,
•e parte integrada da conversão.
Quando conectada a estoque, CRM e canais digitais, ela deixa de ser apenas custo fixo e passa a atuar como alavanca de crescimento. Empresas que ainda olham para a loja com lógica antiga tendem a perder margem e relevância.
O Brasil dentro da conversa global
A presença de empresas brasileiras em painéis e estandes reforça outro sinal importante: o debate não está restrito a mercados maduros.
O Brasil aparece como laboratório real de integração entre físico, digital, serviços e dados. Isso mostra que as transformações discutidas na NRF não são conceituais. Elas já estão sendo aplicadas em ambientes complexos, de grande escala e alta pressão operacional.
Um recado claro para quem lidera
A NRF 2026 deixa uma mensagem objetiva para CEOs e líderes empresariais:
o próximo ciclo do varejo será menos tolerante a testes longos e iniciativas desconectadas do resultado.
O diferencial competitivo passa a ser:
•capacidade de integrar tecnologia à operação,
•clareza sobre onde delegar decisões,
•e disciplina para transformar estratégia em execução.
Mais do que acompanhar tendências, liderar agora exige ler sinais cedo e agir com consistência. Porque, quando o impacto aparece nos números, o mercado já se moveu.