Líder em Roraima, Arthur Henrique depende da Justiça para ser eleito

Com a apuração ainda em andamento neste domingo (21), Arthur Henrique está eleito matematicamente governador de Roraima para um mandato tampão até janeiro de 2027. O resultado parcial foi divulgado pela Justiça Eleitoral com a totalização de 99% das seções.
Até o momento, Arthur Henrique (PL) soma 159.906 votos (60,87%), enquanto Soldado Sampaio (Republicanos) tem 93.835 votos (35.72%). A candidata Nelita Frank (PT) aparece com 8.941 votos (3,40%), conforme os dados mais recentes da apuração.

Arthur Henrique (PL), apoiado pelo grupo político do ex-governador cassado Antonio Denarium, conquistou mais votos que o governador interino Soldado Sampaio, que assumiu o comando do estado após deixar a presidência da Assembleia Legislativa e a socióloga Nelita Frank (PT), representante da oposição.
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A campanha foi marcada por decisões judiciais. Arthur Henrique disputou a eleição sob judice em razão de questionamentos sobre o prazo de desincompatibilização do cargo. Já a candidatura petista precisou ser alterada durante o processo eleitoral, com Nelita Frank substituindo a professora Antônia Pedrosa, embora o nome e a foto da candidata substituída tenham permanecido nas urnas eletrônicas por falta de tempo hábil para a mudança.
Em coletiva de imprensa, o juiz auxiliar da presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), Phillip Barbieux, afirmou que ainda não há definição sobre como ficará a situação do candidato Arthur Henrique caso ele vença a eleição. Segundo ele, o processo segue dentro da normalidade e sob acompanhamento da Justiça Eleitoral.
“Confie na Justiça Eleitoral. A gente entende que está todo mundo ansioso para resolver e entender o que está acontecendo, mas o que podemos dizer neste momento é que está tudo transcorrendo bem”,
Abuso de poder político
A eleição suplementar em Roraima foi convocada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar a chapa eleita em 2022, formada por Antonio Denarium (Prograssistas) e Edilson Damião. A Corte concluiu que houve abuso de poder político e econômico durante o processo eleitoral, comprometendo a igualdade de condições entre os candidatos.
Entre as irregularidades apontadas estão o uso eleitoral de programas sociais do governo estadual, a distribuição de benefícios em período proibido pela legislação e repasses de recursos públicos a municípios sem respaldo técnico suficiente. As condutas levaram à perda dos mandatos e à realização de uma nova eleição para definir o governador que comandará o estado até janeiro de 2027.





