‘União pelo Amazonas’ articula com vereadores de quatro partidos

Em plena terça-feira (11/8), o presidente da Federação União Progressista no Amazonas, Wilson Lima, reuniu vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) que integram o arco de apoio ao grupo. A conversa, naturalmente, entra no radar político por ocorrer em um momento em que as articulações para 2026 começam a ganhar contornos mais definidos.
Estiveram Marcelo Serafim e Glória Carrate, do PSB, Everton Assis e Diego Afonso, do União Brasil, Rosivaldo Cordovil, do PSDB, além de Paulo Tyrone e Ivo Neto, do Democrata.
A composição da reunião chama atenção pela diversidade partidária e, principalmente, pela presença de nomes que ajudam a dar corpo à articulação de Wilson dentro da Câmara.
Diego Afonso fez questão de registrar o encontro nas redes sociais e resumiu o tom da conversa em uma mensagem de alinhamento.
“União, diálogo e compromisso com o Amazonas. Ao lado do presidente estadual do União Brasil, Wilson Lima, seguimos fortalecendo o trabalho pelo nosso estado.”
Mas toda fotografia política também tem aquilo que aparece e aquilo que não aparece.
Entre os ausentes estavam Rodrigo Sá, do Progressistas, Marco Castilhos e Saimon Bessa, ambos do União Brasil.
Não há, a partir de uma ausência em uma agenda, como cravar afastamento, divergência ou qualquer mudança de posição. Mas, no ambiente político, especialmente em ano eleitoral, a composição de uma reunião sempre acaba sendo observada com atenção.
E aqui está o ponto interessante.
O União Brasil possui uma das maiores bancadas da Câmara Municipal de Manaus, assim como o partido Avante. Ao mesmo tempo em que alguns vereadores da legenda estiveram ao lado de Wilson Lima, outros não participaram da conversa. O fato, por si só, não significa divisão. Mas mostra que o alinhamento político também é construído em movimentos individuais.
A reunião mostra que há vereadores dispostos a aparecer ao lado do projeto e reafirmar publicamente esse alinhamento.
E, em política, às vezes é justamente a fotografia que conta a história antes mesmo dos discursos.






