Quem vai ficar com a segunda vaga ao Senado no Amazonas?

A nova pesquisa divulgada nesta segunda-feira (25/05) pela Comunidados trouxe um retrato inicial da corrida ao Senado no Amazonas e mostrou um cenário de força consolidada para alguns nomes, mas também de intensa disputa política nos bastidores pela segunda vaga em jogo em 2026.
No levantamento que considera a força eleitoral total para o Senado, somando primeiro e segundo votos, o senador Eduardo Braga (MDB) aparece na liderança com 45%, seguido pelo deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM), que registra 44%. Mais atrás aparecem o senador Plínio Valério (PSDB) com 30%, o governador Wilson Lima (UB) com 26%, além de Marcelo Ramos (PT), com 19%, e Marcos Rotta (Avante), com 18%.
Na projeção de votos válidos, Eduardo Braga e Capitão Alberto Neto surgem como favoritos para ocupar as duas cadeiras em disputa, ambos próximos dos 50%, o que indica vantagem relevante neste estágio inicial da corrida.
Apesar disso, o cenário político ainda está longe de ser considerado encerrado. A disputa pela segunda vaga continua sendo observada por grupos políticos. Embora Capitão Alberto Neto apareça fortalecido, Plínio Valério e Wilson Lima permanecem próximos e são vistos como potenciais nomes capazes de reorganizar o tabuleiro eleitoral ao longo dos próximos meses.
Podemos ver que, a formação de alianças, a definição de palanques e a possível composição entre grupos estaduais e nacionais poderão alterar significativamente o cenário. O Senado costuma ter uma dinâmica diferente das disputas majoritárias tradicionais, principalmente porque o eleitor pode escolher dois candidatos, o que frequentemente favorece estratégias de voto casado e acordos políticos.
O levantamento também mostrou diferenças importantes no perfil do eleitorado. Eduardo Braga mantém sua principal fortaleza histórica no interior do Amazonas, onde alcança 55%, reforçando uma base política construída ao longo de décadas.
Já Capitão Alberto Neto apresenta desempenho mais forte na capital e entre eleitores mais jovens. Em Manaus, chega a 51%, e registra seu melhor resultado entre pessoas de 25 a 34 anos, faixa em que atinge 52%.
Os dados ainda sugerem uma divisão geográfica e geracional que pode influenciar diretamente as estratégias de campanha. Enquanto alguns candidatos concentram força no interior, outros avançam em nichos urbanos e entre segmentos específicos do eleitorado.






