A maior batalha de 2026 já começou. E ela não está acontecendo nas pesquisas

Faltam alguns meses para o eleitor entrar na cabine de votação, mas a disputa pelo Governo do Amazonas já está quente e em andamento.
Enquanto a população segue preocupada com os problemas do Estado e que afetam o seu dia a dia, os principais grupos políticos do estado trabalham nos bastidores para ocupar espaço, construir narrativas, ampliar alianças e fortalecer suas estruturas.
Quem observa apenas as pesquisas pode ter a impressão de que ainda é cedo para falar de eleição. Mas a realidade da política é diferente. As campanhas não começam quando a Justiça Eleitoral autoriza. Elas começam quando os grupos passam a disputar a percepção da população.
Nesse cenário, cada pré-candidato tenta consolidar uma identidade própria. Omar Aziz aposta na experiência, na sua trajetória política e na forte presença que mantém no interior do estado. David Almeida busca transformar a força construída em Manaus em um projeto capaz de alcançar todo o Amazonas. Maria do Carmo tenta ocupar o espaço da direita e da renovação, apostando em um eleitorado que busca uma alternativa aos grupos políticos tradicionais. Já Roberto Cidade carrega o desafio de transformar o poder institucional e a visibilidade do cargo em força eleitoral.
O mais interessante é que, diferentemente de outras disputas, ainda não existe um favorito absoluto. O cenário permanece aberto e sujeito a mudanças. Isso faz com que cada movimento tenha peso maior do que normalmente teria em uma eleição onde o resultado parece previsível.
Por trás das agendas públicas, das entrevistas, das inaugurações e dos discursos, existe uma disputa silenciosa acontecendo todos os dias. Uma disputa para convencer o eleitor de quem representa a experiência necessária, a mudança desejada, a continuidade segura ou a capacidade de gestão que o estado precisa.
Por isso, talvez a pergunta mais importante neste momento não seja quem lidera as pesquisas. A pergunta é quem está conseguindo construir a narrativa mais forte para os próximos meses.
Porque a eleição de 2026 não será decidida apenas nas urnas. Ela será decidida primeiro na percepção da população.





