15 dias no poder: como Roberto Cidade tenta se firmar no governo tampão do AM

Em apenas 15 dias, Roberto Cidade deixou claro que sua passagem pelo governo não será apenas de transição. Enquanto mantém uma agenda intensa de entregas na saúde, social e educação, o interino constrói uma imagem de gestor ativo para ganhar tração política. Medidas como a suspensão de contratos ligados à própria família e o corte no próprio salário funcionam como blindagem, reduzindo riscos em um cenário onde qualquer desgaste pode ser decisivo na eleição indireta.
O foco já mudou para articulação. A relação ainda protocolar com o prefeito Renato Júnior indica que alianças seguem em aberto, enquanto a escolha de Serafim Corrêa como vice revela uma estratégia de ampliar pontes e dar musculatura política à chapa. O movimento foi interpretado como essencial para dialogar com diferentes grupos dentro da Assembleia.
Cidade entra competitivo, mas longe de confortável. Com cinco chapas na disputa, a eleição segue imprevisível e dependente de articulações de última hora. Até aqui, o interino mostra que entendeu o jogo: governar é importante, mas garantir votos na Assembleia é o que realmente define seu futuro.





