Vacinas contra a Covid-19 terão nova composição definida pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou as normas para as vacinas contra a Covid-19 no Brasil. A partir de agora, os imunizantes deverão acompanhar as variantes mais recentes do SARS-CoV-2, responsável pela doença.
Publicada no Diário Oficial da União, a instrução normativa determina que as vacinas sejam monovalentes, ou seja, direcionadas a uma única linhagem do vírus. A formulação deverá utilizar a cepa LP.8.1 ou antígenos derivados da linhagem JN.1, como XFG e NB.1.8.1.
As vacinas produzidas com a composição anterior poderão continuar sendo utilizadas por até nove meses após a aprovação da atualização pela Anvisa, salvo nova orientação da agência.
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A revisão ocorre porque o coronavírus sofre mutações ao longo do tempo, podendo originar variantes que reduzem parcialmente a proteção oferecida por infecções anteriores ou por vacinas antigas. Com a atualização, a resposta imunológica tende a ser mais compatível com as linhagens predominantes, embora isso não signifique que as versões anteriores tenham perdido a eficácia.
Os fabricantes cujos imunizantes não atendam às novas exigências deverão solicitar a atualização à Anvisa, apresentando informações sobre produção, qualidade, estudos laboratoriais e, quando necessário, dados de segurança e eficácia. A agência também poderá considerar o histórico de uso de cada vacina em esquemas primários e doses de reforço.
A medida integra a estratégia de atualização contínua dos imunizantes, substituindo a orientação anterior e estabelecendo um novo padrão para as vacinas contra a Covid-19 no país.





