SUS pode incluir medicamento para câncer de mama com risco de recorrência

O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá incorporar o succinato de ribociclibe para o tratamento adjuvante de mulheres adultas com câncer de mama inicial e alto risco de recorrência. O pedido está em análise no âmbito da Consulta Pública nº 61/2026 da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
A solicitação foi apresentada pela deputada federal Rosana Valle (PL-SP) por meio da Indicação 1.534/2026. A proposta prevê o uso do medicamento para pacientes com câncer de mama inicial RH positivo e HER2 negativo, presença de linfonodo positivo e alto risco de retorno da doença.
O tratamento adjuvante é realizado após as etapas iniciais do tratamento com o objetivo de reduzir a possibilidade de retorno da doença.
Segundo a justificativa apresentada pela parlamentar, o subtipo RH+/HER2- representa aproximadamente 70% dos casos de câncer de mama. Embora geralmente tenha evolução mais favorável, existe a possibilidade de a doença voltar mesmo anos após o tratamento inicial, especialmente entre pacientes consideradas de maior risco.
A proposta busca ampliar as opções disponíveis na rede pública para mulheres que, mesmo após o tratamento inicial, permanecem sob risco elevado de recidiva. Caso incorporado, o medicamento poderá ser considerado pelos profissionais de saúde de acordo com as características clínicas de cada paciente.
Câncer de mama continua sendo um dos principais desafios
A discussão ocorre em um cenário de grande incidência da doença no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) citados na indicação parlamentar estimam 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, o que corresponde a um risco estimado de 71,57 casos para cada 100 mil mulheres.
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A incorporação de uma nova tecnologia ao SUS, no entanto, depende da análise técnica e das etapas previstas no processo da Conitec. A consulta pública permite que especialistas, pacientes, entidades e sociedade apresentem contribuições antes da decisão sobre a tecnologia.
O que está sendo pedido
O pedido apresentado ao Ministério da Saúde prevê a avaliação do succinato de ribociclibe como tratamento adjuvante para mulheres adultas com:
- câncer de mama inicial;
- receptores hormonais positivos (RH+);
- HER2 negativo;
- presença de linfonodo positivo;
- alto risco de recorrência.
A medida, portanto, não se refere a todas as pacientes com câncer de mama, mas a um grupo específico considerado de maior risco de retorno da doença.






