SUS libera 23 novos medicamentos contra o câncer; confira a lista

O governo federal anunciou recentemente a ampliação do tratamento contra o câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com a oferta de 23 novos medicamentos oncológicos de alto custo para pacientes da rede pública.
Os remédios, que aguardavam há até 12 anos para serem disponibilizados, serão usados no tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, pulmão, próstata, ovário, leucemia, melanoma, estômago e tireoide. Segundo o governo, mais de 112 mil pacientes devem ser beneficiados.
A lista incluiu opções modernas para câncer de mama, pulmão, próstata, leucemia e tumores raros. Dependendo do tratamento, o custo na rede privada pode ultrapassar R$ 630 mil por paciente.
Entre os medicamentos listados, os que costumam ter os maiores custos no tratamento oncológico são: Pembrolizumabe, usado para melanoma avançado; Nivolumabe, imunoterapia de alto custo usada em melanoma e câncer de pulmão; Brentuximabe vedotina, utilizado no tratamento de linfoma de Hodgkin, e Betadinutuximabe, usado em neuroblastoma de alto risco, um câncer raro infantil; é considerado um dos mais caros da lista.
Além dos medicamentos, o SUS também vai financiar cirurgias robóticas contra o câncer de próstata pela primeira vez, ampliar cirurgias de reconstrução mamária e investir em novos equipamentos de radioterapia em todo o país.
Segundo o Ministério da Saúde, os 23 medicamentos serão distribuídos em três modalidades: compra direta pelo governo, distribuição descentralizada nos estados e ata nacional de negociação para hospitais habilitados.
O governo afirma que a medida busca acelerar diagnósticos, reduzir filas e ampliar o acesso da população aos tratamentos mais modernos disponíveis atualmente no combate ao câncer.
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“Eu penso que o estado tem que fazer justiça e dar oportunidade e igualdade a todo mundo. E eu tinha uma obsessão por isso, porque as pessoas mais humildes são tratadas como invisíveis. O que estamos fazendo aqui é dizer: o Brasil entrou numa rota de civilidade e o pobre não será mais tratado como invisível. A gente não pode prescindir da qualidade pública, não aceito dizer que o público não presta. O SUS está provando que aquilo que é público, quando é feito com respeito, dignidade e justiça, o público é muito melhor”, destacou o presidente Lula na ocasião.






