Jovens de 16 a 24 anos são os mais infelizes do país, aponta levantamento

Foram divulgados nesta quinta-feira (9/7), os resultados da pesquisa Mapa da Felicidade Real no Brasil, conduzida pela pesquisadora em Ciência da Felicidade Renata Rivetti, em parceria com o Instituto Ideia. Foram entrevistados 1,5 mil brasileiros de todas as regiões do país entre 20 de fevereiro e 1º de março de 2026, além de 1.425 usuários de redes sociais e 1.208 trabalhadores.
Segundo o levantamento, 89% dos brasileiros se declararam felizes. O Brasil também subiu no ranking global do World Happiness Report, atingindo a 32ª posição em 2026, um avanço de 17 posições em relação ao levantamento anterior, de 2023.
Desconfiança nas instituições e uso de redes sociais
A pesquisa mostra que 81% dos entrevistados acreditam que a corrupção é generalizada, tanto em governos quanto em empresas. Segundo o estudo, a felicidade no Brasil convive com estresse, ansiedade, desigualdade e insegurança.
Quanto ao uso de redes sociais, 56,5% dos entrevistados afirmaram já ter comparado suas vidas com as de outras pessoas, o que lhes trouxe infelicidade. Entre os jovens de 16 a 24 anos, esse percentual sobe para 77,3%.
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Jovens concentram os maiores índices de infelicidade
De acordo com o levantamento, os jovens de 16 a 24 anos apresentaram os maiores índices de infelicidade entre os grupos analisados:
- Só 33% dos jovens dizem estar muito satisfeitos com a vida, contra uma média de 47,9% entre pessoas acima de 25 anos;
- apenas 32,5% afirmam estar satisfeitos com a vida que levam, enquanto entre as demais faixas etárias esse índice chega a 50,5%;
- somente 53,3% dos jovens se declararam felizes com o trabalho, e 46,7% afirmam que o trabalho os deixa infelizes.
Sobre os resultados, a pesquisadora Renata Rivetti declarou que a juventude deveria representar energia, construção de projetos e descoberta de possibilidades. Segundo ela, “quando justamente esse grupo relata níveis menores de satisfação com a vida, menos apoio e maior sofrimento cotidiano, estamos diante de um sinal importante sobre a forma como nossa sociedade está funcionando”.
Norte tem maior percentual de felizes, Sul tem o menor
Em relação ao recorte geográfico, a região Norte apresentou o maior percentual de felicidade, com 93% dos entrevistados nortistas se declarando felizes. Em contrapartida, a região Sul apresentou o menor percentual, com 84% de entrevistados felizes.
A região Sul também concentra o menor número de pessoas felizes com o trabalho, apenas 31% dos entrevistados. Entre as causas de infelicidade geral com o trabalho, sobrecarga, citada por 23,6% dos entrevistados, e salário, citado por 19,6%, foram as mais apontadas.
Confira a pesquisa completa clicando aqui.





