Brasil reage a tarifa de 12,5% proposta pelos EUA e diz que medida é injusta

O governo brasileiro reagiu à proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou uma carta ao governo norte-americano afirmando que a medida é injusta e não reflete as ações adotadas pelo Brasil no combate ao trabalho análogo à escravidão.
A tarifa foi sugerida após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que concluiu que o Brasil não teria adotado medidas suficientes para impedir a circulação de produtos ligados ao trabalho forçado.
Itamaraty contesta conclusões da investigação
Na manifestação oficial, o Itamaraty contestou essa avaliação e classificou as conclusões da investigação como “arbitrárias” e “sem respaldo nas evidências” apresentadas pelo país durante o processo. Segundo o governo, o relatório ignorou informações sobre a legislação brasileira e as operações de fiscalização realizadas para combater o trabalho análogo à escravidão.
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Brasil aciona regras da OMC
O Brasil também argumentou que a proposta de tarifa desrespeita as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com o Itamaraty, medidas comerciais unilaterais, como a adotada pelos Estados Unidos, são incompatíveis com o sistema internacional que regula o comércio entre os países.
Com a resposta, o governo brasileiro busca impedir que a nova tarifa entre em vigor e reforça que o país mantém políticas de prevenção e combate ao trabalho escravo reconhecidas internacionalmente.
Possível impacto para exportadores brasileiros
Caso a cobrança seja implementada, produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos poderão ficar mais caros, o que pode afetar a competitividade de empresas nacionais no mercado americano.





