Bolsa Família perde mais de 116 mil beneficiários no Amazonas em três anos

Mais de 116 mil famílias deixaram o programa Bolsa Família no Amazonas entre março de 2023 e maio de 2026, segundo dados divulgados pelo governo federal. A saída dos beneficiários está relacionada ao aumento da renda familiar, seja por meio da conquista de emprego formal ou do crescimento de atividades empreendedoras.
Somente em maio deste ano, mais de 4,4 mil famílias amazonenses deixaram de receber o benefício. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os desligamentos ocorreram porque essas famílias passaram a superar os limites de renda exigidos para permanecer no programa ou concluíram o período previsto pela chamada Regra de Proteção.
Manaus concentrou o maior número de desligamentos no período, com cerca de 1,7 mil famílias deixando o programa. Na sequência aparecem os municípios de Manacapuru, Autazes, Itacoatiara e Lábrea.
Segundo especialistas, os números refletem uma melhora gradual nas condições econômicas da população. A economista Denise Kassama avalia que a redução do número de beneficiários pode ser interpretada como um indicativo positivo da economia, associado ao aumento da geração de renda e da inserção no mercado de trabalho.
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A pesquisadora Michele Aracaty destaca que a ampliação das oportunidades de emprego e empreendedorismo contribui para diminuir a dependência de programas de transferência de renda, além de fortalecer a economia local por meio do aumento do consumo e da oferta de mão de obra em setores como comércio e serviços.
Apesar da redução no número de beneficiários, o Bolsa Família continua sendo uma das principais políticas de assistência social no estado. Atualmente, o programa atende 608,6 mil famílias nos 62 municípios do Amazonas.
O investimento federal destinado ao estado ultrapassa R$ 440 milhões por mês, garantindo um benefício médio de R$ 724,98 por família. O programa segue contemplando grupos prioritários, como indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e famílias em condição de vulnerabilidade social.
Criado para combater a pobreza e promover a inclusão social, o Bolsa Família mantém critérios de permanência vinculados à renda familiar. Quando os beneficiários alcançam melhores condições financeiras, deixam gradualmente o programa, abrindo espaço para que outras famílias em situação de necessidade possam ser atendidas.





