Bancários fazem greve de 24h após 8 rodadas sem acordo

Os trabalhadores bancários de todo o país iniciaram nesta quinta-feira (20) uma paralisação de 24 horas. A decisão foi tomada em assembleia virtual na segunda-feira (17), com 95% dos votos favoráveis. A suspensão foi anunciada pelo Comando Nacional dos Bancários depois que a categoria não conseguiu fechar acordo com a Fenaban, a Federação Nacional dos Bancos. Já foram realizadas oito rodadas de negociação, a última na terça-feira (18).
Segundo o Comando Nacional, as principais reivindicações da categoria são 5% de aumento real para os salários, além da reposição da inflação, aumento do piso salarial, reajuste dos valores de vale-refeição e vale-alimentação, e valorização da participação nos lucros e resultados.
Proposta da Fenaban foi rejeitada
A assembleia rejeitou a proposta apresentada pela Fenaban. Segundo os sindicatos, a federação não apresentou índice de reajuste para salários e demais verbas, mesmo tendo assumido esse compromisso na negociação anterior.
Após a decisão pela paralisação, a Fenaban recuou em dois dos pontos mais criticados pelos trabalhadores, ao retirar da mesa a proposta de reajuste escalonado por faixas salariais e o congelamento do piso da categoria. Mesmo assim, os bancários mantiveram a mobilização.
Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, afirmou que “a categoria não aceitará propostas sem avanços concretos em temas essenciais. Os bancários e bancárias estão mobilizados e sabem que são eles, ao lado do Sindicato, que fazem a Campanha Nacional. Vamos intensificar a mobilização e dar um grande recado na paralisação”.
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Amazonas participa da mobilização
O Sindicato dos Bancários do Amazonas também convocou a categoria para a paralisação. A CONTEC, que representa os bancários da região Norte, reforçou a convocação e afirmou que a mobilização representa um recado direto dos trabalhadores aos bancos.
O presidente da CONTEC, Lourenço Prado, declarou que “a categoria está mostrando que não aceita enrolação. Os bancos precisam entender que não há espaço para retirada de direitos ou para propostas que desvalorizem quem sustenta diariamente o sistema financeiro”.
O que muda para o cliente
Os bancos não serão fechados automaticamente, já que a adesão ao movimento é escolha individual de cada trabalhador. A orientação para os clientes é buscar informações sobre o funcionamento da agência de interesse.
A paralisação não afeta caixas eletrônicos nem os serviços digitais. Operações como Pix, transferências, pagamento de boletos e consulta a saldos e extratos seguem funcionando normalmente.





