Avião da Voepass não poderia ter decolado com previsão de chuva, aponta Cenipa

O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado nesta quinta-feira (23/7), apontou que o avião da Voepass que caiu em Vinhedo, em São Paulo, em agosto de 2024, não deveria ter decolado caso houvesse previsão de chuva. A aeronave apresentava falha no sistema do limpador de para-brisa, restrição prevista para esse tipo de operação.
Durante a apresentação do documento, o tenente-coronel Paulo Mendes Fróes informou que o avião possuía dez itens com falhas antes da decolagem. “Não poderia ter sido despachado a aeronave nesse horário em virtude da falha no limpador de para-brisa”, afirmou. Ele acrescentou: “A aeronave não poderia ter previsão de decolagem se houvesse previsão de chuva uma hora antes e uma hora depois após a previsão da decolagem.”
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A investigação também revelou falhas no sistema de degelo das asas em voos realizados na véspera do acidente, sem registro no diário de bordo. Segundo Fróes, “A tripulação deveria ter relatado no diário de bordo essa falha para que a manutenção, após o pouso, pudesse verificar o que estava acontecendo com o sistema.”
O relatório ainda identificou uma “cultura de normalização de desvios”, marcada pela ausência de registros formais de panes e falhas por pilotos e mecânicos.





