Com dois ataques em 24h, Recife reforça monitoramento e estudo de tubarões

Após dois ataques de tubarão em um intervalo de 24 horas no Grande Recife, as autoridades voltaram a reforçar o monitoramento dos tubarões no litoral. O Comitê de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) se reuniu com urgência e anunciou a retomada de pesquisas para entender melhor os deslocamentos e hábitos das espécies, algo que não vinha sendo feito de forma contínua há 11 anos.
As vítimas dos ataques seguem internadas, já fora da UTI, após passarem por cirurgias e terem uma perna amputada. Agora, elas estão em recuperação na enfermaria, em estado estável, mas ainda sob cuidados por risco de infecção.
Um dos ataques aconteceu no domingo (31/5), na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, quando um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão-cabeça-chata e perdeu a perna esquerda. O outro ocorreu na segunda-feira (2/6), na Praia de Boa Viagem, no Recife, quando a jovem Marcela Vitória, de 19 anos, teve a perna direita amputada após ser atacada por um tubarão-tigre em área rasa.
Leia mais
Jovem de 13 anos morre após ser atacado por tubarão em Recife
Surfista morre em ataque de tubarão em Sydney; praias são fechadas
Nesse período sem monitoramento regular, foram registrados dez ataques na região, o que reforça a preocupação dos pesquisadores. Agora, a proposta é ampliar o controle com tecnologia, incluindo a implantação de microchips em cerca de 50 tubarões para rastrear os movimentos e identificar áreas de maior risco.
Segundo especialistas, os animais serão capturados de forma rápida e controlada, passando por coleta de dados antes da instalação dos chips que vão permitir o acompanhamento em tempo real.
Além disso, o comitê também vai reforçar a sinalização nas praias e substituir placas danificadas, já que parte do material foi retirada ou vandalizada, o que compromete os alertas aos banhistas.





