As principais notícias de Manaus, Amazonas, Brasil e do mundo. Política, economia, esportes e muito mais, com credibilidade e atualização em tempo real.
Rede Onda Digital
Rede Onda Digital
Assista a TV 8.2

AGU aciona CNJ contra desembargador que absolveu acusado de estupro de vulnerável

Órgão afirma que decisão afronta a Constituição e o ECA; magistrado recua e determina prisão dos réus após repercussão
26/02/26 às 07:22h
AGU aciona CNJ contra desembargador que absolveu acusado de estupro de vulnerável

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério das Mulheres encaminharam nesta quarta-feira (25/2) um pedido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que seja investigada a conduta de um desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que havia absolvido um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos. A mãe da menina, apontada como conivente com o crime, também havia sido absolvida.

A decisão questionada foi proferida pela 9ª Câmara Criminal do TJMG, com base no voto do desembargador Magid Nauef Láuar. Segundo a AGU, o entendimento adotado pelo magistrado contraria a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ao considerar a existência de um suposto “núcleo familiar” entre o acusado e a vítima.

Na manifestação enviada ao CNJ, a AGU argumenta que a interpretação é incompatível com o sistema jurídico de proteção integral à criança e ao adolescente. “Não se trata de relação de afeto, de família, mas sim de relação de exploração sexual”, destacou o órgão.


Leia mais

Desembargador que absolveu homem por ‘casamento’ com menina de 12 anos é investigado por abuso sexual

Solange causa polêmica ao criticar Samira no BBB 26: ‘Não nasci de estupro’


Diante da forte repercussão do caso, o desembargador voltou atrás ainda nesta quarta-feira. Em decisão individual, ele restabeleceu a sentença de primeira instância que havia condenado o homem e a mãe da adolescente pelo crime. O magistrado também determinou a prisão dos dois acusados.

O CNJ deverá analisar o pedido de apuração para avaliar se houve eventual infração disciplinar por parte do desembargador.

Com informações da Agência Brasil.