Borba, Beruri, Tapauá, Humaitá, Careiro e Autazes entram no mapa das novas reservas do AM

Os municípios de Borba, Beruri, Tapauá, Humaitá, Careiro e Autazes passaram a integrar o mapa das novas áreas de conservação criadas pelo governo federal no Amazonas. Ao todo, quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) somam aproximadamente 668,6 mil hectares destinados à proteção da floresta, da biodiversidade e dos recursos naturais.
Em Borba, foi criada a RDS Tupana Igapó-Açu I, com cerca de 114,1 mil hectares. Já a RDS Tupana Igapó-Açu II abrange áreas entre Beruri e Tapauá e possui aproximadamente 422,1 mil hectares, sendo a maior das três unidades.
A terceira área é a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mirari, localizada em Humaitá, com cerca de 22,8 mil hectares.
A quarta reserva é a RDS Canaã, criada nos municípios de Careiro e Autazes, com aproximadamente 109,6 mil hectares. A unidade ainda terá uma zona de amortecimento de cerca de 61,3 mil hectares.
Proteção da floresta e das comunidades
A criação das reservas tem como objetivo reforçar a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade, além de garantir a participação e os meios de vida de comunidades tradicionais, agroextrativistas e indígenas que dependem dos recursos naturais.
As novas unidades também devem ajudar no enfrentamento de problemas como desmatamento ilegal, grilagem de terras e exploração irregular de recursos naturais.
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No caso da RDS Canaã, o decreto destaca a proteção dos ecossistemas amazônicos do interflúvio Madeira-Purus, a conectividade ecológica e a preservação de espécies ameaçadas de extinção.
A nova unidade também busca prevenir desmatamento ilegal, grilagem de terras públicas e exploração irregular de recursos naturais, além de incentivar atividades ligadas à bioeconomia, pesquisa científica, educação ambiental, turismo e produtos da sociobiodiversidade.
No caso da Reserva Mirari, o decreto destaca a proteção das populações tradicionais ribeirinhas e a importância da área para a conexão ecológica com a Estação Ecológica de Cuniã.
As reservas serão administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com participação das comunidades por meio de conselhos deliberativos.
Os decretos também estabelecem que atividades de mineração poderão ocorrer nas zonas de amortecimento, desde que cumpram as exigências de licenciamento ambiental.
Com as quatro novas unidades, o governo federal amplia a área de conservação no Amazonas e estabelece novas regras para o uso sustentável dos territórios e a proteção das populações que vivem na floresta.









