Ufam e UEA suspendem aulas em Manaus por causa da paralisação dos rodoviários

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) autorizou a realização de atividades acadêmicas e administrativas de forma remota no período da tarde e da noite desta terça-feira (22). A decisão foi tomada em razão da paralisação dos rodoviários em Manaus e dos possíveis impactos no deslocamento da comunidade universitária.

Segundo a instituição, a medida busca garantir a continuidade das atividades e preservar a segurança de estudantes, professores, técnicos-administrativos e demais trabalhadores. As unidades acadêmicas e administrativas deverão orientar suas equipes e estudantes sobre a organização das atividades previstas para o período.
Na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), as aulas e atividades acadêmicas presenciais dos períodos vespertino e noturno também foram suspensas nesta terça-feira nas unidades da capital. A universidade informou que a decisão decorre da paralisação dos rodoviários e das dificuldades de deslocamento em Manaus. As unidades deverão orientar estudantes e professores sobre a organização das atividades previstas para esta terça.

Paralisação dos rodoviários
Os rodoviários de Manaus iniciaram a paralisação por volta das 10h44 desta terça-feira. Segundo informações divulgadas sobre o movimento, trabalhadores alegam falta de pagamento e afirmam que a decisão partiu da própria categoria, sem orientação do sindicato.
A Prefeitura de Manaus informou, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), que a paralisação não foi comunicada previamente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM). A administração municipal afirmou ainda que busca uma solução para o movimento ao longo desta terça-feira.
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Divergências sobre a causa
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) atribui parte das dificuldades financeiras das empresas aos atrasos nos repasses referentes ao Passe Livre Estudantil da rede estadual. A Prefeitura, por sua vez, afirma que mantém o benefício dos estudantes sob sua responsabilidade e que a participação do Governo do Amazonas no custeio é discutida judicialmente.





