Defesa Civil explica orientação para kit de emergência de 72 horas

A Defesa Civil Nacional recomenda que as famílias mantenham um kit de emergência com suprimentos suficientes para até 72 horas. A medida, divulgada neste sábado (7/11), é preventiva e busca garantir o atendimento às necessidades básicas em situações de desastre que possam dificultar a chegada das equipes de socorro.
A orientação ganhou repercussão nas redes sociais, após internautas questionarem se a recomendação estaria relacionada a algum risco iminente no país. Em resposta, o órgão esclareceu que a publicação não representa um alerta sobre uma ameaça específica ou previsão de emergência para os próximos dias.
Na explicação, a Defesa Civil destaca que, em desastres de grandes proporções, as equipes de resgate podem enfrentar dificuldades para chegar a determinadas localidades. Por isso, a reserva de suprimentos permite que os moradores tenham condições de se manter enquanto aguardam o atendimento.
Entre os itens recomendados estão água potável, alimentos não perecíveis, medicamentos de uso contínuo, documentos pessoais, dinheiro em espécie, lanterna, pilhas, rádio, carregador portátil e materiais de primeiros socorros. Produtos de higiene, roupas extras e itens específicos para crianças, idosos e animais de estimação também devem ser considerados.
O órgão também ressaltou que divulga conteúdos de prevenção regularmente. “Calma, calma, não criemos pânico! Divulgamos conteúdo sobre prevenção toda semana. Fizemos publicações sobre kits de emergência nos dias 16 de março e 3 de abril”, respondeu a um internauta nas redes sociais.
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Amazonas
No Amazonas, a preparação para emergências precisa considerar as características da região, especialmente os períodos de estiagem, cheia dos rios e ocorrência de queimadas.
Em situações de vazante acentuada, por exemplo, comunidades ribeirinhas podem enfrentar dificuldades de deslocamento e acesso a serviços essenciais. Já durante as cheias, inundações podem comprometer moradias e exigir o deslocamento de famílias.
As queimadas e a fumaça também representam situações que podem exigir medidas de proteção e atendimento à população.
Nesse cenário, a recomendação de manter suprimentos para três dias funciona como uma medida de preparação para diferentes tipos de ocorrência, sem significar que uma situação específica esteja prestes a acontecer.
A estiagem de 2026 atinge, atualmente, os 62 municípios no estado: 47 estão em situação de emergência e 15 em alerta, com 160.240 famílias afetadas. Em Manaus, o município permanece em alerta, enquanto a vazante dos rios dificulta o deslocamento e o acesso a serviços em comunidades ribeirinhas.
Procurada pela reportagem, a Defesa Civil do Amazonas informou que não possui orientações adicionais sobre a recomendação nacional. O órgão estadual também indicou que a própria Defesa Civil Nacional esclarece o objetivo da medida nos comentários da publicação, com destaque para o seu caráter preventivo.





