Trabalhadores da construção civil de Manaus garantem novos benefícios após protesto

Os trabalhadores da construção civil de Manaus encerraram a mobilização da campanha salarial nesta sexta-feira (17), após chegarem a um acordo com o sindicato patronal. Segundo o presidente do Sintracomec-AM, Sassá da Construção Civil, cerca de 95% das reivindicações da categoria foram atendidas.
Segundo a entidade, as propostas iniciais apresentadas pelos empresários foram rejeitadas pelos trabalhadores ao longo das rodadas de negociação.
“O que eles estavam querendo dar para a gente era 3%, ninguém aceitou. Depois 4%, também ninguém aceitou. Queriam dar 6% em duas vezes, ninguém aceitou. Queriam manter só R$ 210 na cesta (básica) e retirar direitos relacionados ao atestado médico. A gente conseguiu uma vitória em que tudo o que nós pedimos chegou em 95%”, afirmou o vereador.
De acordo com Sassá, o acordo prevê reajuste salarial, aumento da assistência para R$ 300 e manutenção de direitos considerados essenciais pela categoria.
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Trabalhadores reivindicavam aumento real e manutenção de direitos
Antes da conclusão do acordo, o trabalhador Marcos Guedes afirmou que a principal reivindicação da categoria era um reajuste salarial de 10%, além da valorização da cesta básica e da criação de um plano de saúde para os profissionais do setor.
“Também queremos melhoria na cesta básica e plano de saúde, porque hoje os empresários não pagam plano de saúde para o trabalhador, que é uma classe sofrida e merece esse direito”, declarou.
Sindicato criticou propostas patronais
Em nota divulgada antes da conclusão das negociações, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Manaus (Sintracomec) rebateu informações divulgadas pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM) e classificou as propostas apresentadas como insuficientes.
Entre os pontos criticados pela entidade estavam o reajuste salarial de 6%, parcelado em duas etapas, a manutenção da cesta básica em R$ 265, sem recomposição da inflação, a tentativa de alterar a jornada de trabalho no regime 5×2, com impacto no pagamento de horas extras, e a retirada do direito à cesta básica para trabalhadores afastados por recomendação médica.
Na avaliação do Sintracomec, as medidas representavam perda de direitos e não garantiam ganhos reais para a categoria.





