Sul do Amazonas deve ser mais afetado por estiagem ligada ao El Niño, alerta Defesa Civil

O Sul do Amazonas deve ser a região mais impactada por uma possível estiagem mais severa em 2026, caso se confirmem os efeitos do fenômeno El Niño, segundo avaliação da Defesa Civil do Estado.
À Rede Onda Digital, o órgão informou que já acompanha de forma contínua os prognósticos climáticos divulgados por centros nacionais e internacionais e que vem realizando reuniões com instituições públicas e parceiros para alinhar ações de prevenção e resposta.
“A Defesa Civil do Estado do Amazonas realiza monitoramento contínuo das condições e dos prognósticos hidrometeorológicos emitidos pelos principais centros nacionais e internacionais de pesquisa. Paralelamente, o órgão já vem promovendo reuniões com instituições públicas, setor produtivo e demais parceiros para apresentar os cenários previstos para a estiagem de 2026, discutir os possíveis impactos e alinhar ações de preparação e resposta”, explicou.
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De acordo com a Defesa Civil, as regiões Sul e Sudoeste do estado são naturalmente mais vulneráveis durante o período de seca, por já registrarem menor volume de chuvas. Com a intensificação do El Niño, esse cenário pode se agravar.
“Esses municípios, inclusive, já integram as áreas prioritárias para ações de prevenção e combate ao fogo”, destacou o órgão.
A Defesa Civil estadual alerta ainda que o fenômeno favorece condições mais quentes e secas, o que reduz a umidade da vegetação e facilita a propagação do fogo, especialmente quando associado a ações humanas, como o uso irregular de queimadas e o desmatamento.
A Defesa Civil também informou que já iniciou o planejamento das ações para o período de estiagem, incluindo monitoramento hidrometeorológico, atualização de planos de contingência e articulação com municípios e órgãos estaduais e federais.
Segundo o órgão, ainda não é possível afirmar se a estiagem de 2026 terá a mesma intensidade das registradas em anos anteriores, como 2023 e 2024.
“Ainda é cedo para afirmar que o estado enfrentará uma estiagem com a mesma intensidade da registrada em 2023 e 2024, pois a evolução do fenômeno depende de diversos fatores atmosféricos e oceânicos que continuam sendo monitorados. No entanto, os prognósticos atuais indicam elevada probabilidade de fortalecimento do El Niño até o fim do ano, o que aumenta o potencial para uma estiagem severa, com impactos sobre os níveis dos rios, a navegabilidade, o abastecimento de comunidades, saúde populacional e o risco de queimadas. Por isso, a Defesa Civil acompanha continuamente a evolução do cenário e mantém as ações de preparação”, finalizou.





