Ministro do Meio Ambiente defende política permanente para combater incêndios na Amazônia

O combate aos incêndios florestais na Amazônia precisará se tornar uma política permanente, com investimentos em tecnologia, fiscalização, prevenção e, principalmente, mobilização da população. A avaliação é do ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, em entrevista à Onda Digital nesta quarta-feira (28/10).
Segundo o ministro, para evitar as queimadas que geram a fumaça que toma conta de Manaus, sempre no último trimestre do ano, será preciso ampliar a capacidade de identificar queimadas criminosas e cobrar dos proprietários rurais medidas para impedir que o fogo se espalhe.
Capobianco afirmou que o Brasil precisa desenvolver, para o controle dos incêndios florestais, uma estratégia semelhante à adotada no combate ao desmatamento. De acordo com ele, o país avançou na capacidade de monitorar e reduzir a derrubada da floresta, mas ainda precisa ampliar a estrutura de prevenção e resposta ao fogo.
“De fato, é um problema novo, mas não é um problema episódico. É um problema que nós teremos que enfrentar de forma permanente e com o apoio da população”, afirmou o ministro.
Ele acrescentou que, no ano que vem, a atenção do ministério será maior, permanente e com muitas parcerias com o Governo do Amazonas e as prefeituras municipais.
Monitoramento e legislação
O ministro mencionou investimentos do Fundo Amazônia destinados à modernização de um sistema de monitoramento e citou também o trabalho do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Capobianco citou ainda a Lei do Manejo Integrado do Fogo, aprovada em 2024 e implementada a partir de 2025, como parte das medidas adotadas pelo governo para enfrentar o problema.
A legislação estabelece instrumentos para organizar a prevenção e o manejo do fogo, com participação de diferentes níveis de governo e dos responsáveis pelas áreas rurais.
Apoio aos bombeiros
O ministro também mencionou ações de capacitação e apoio aos corpos de bombeiros dos estados da Amazônia e do Cerrado. Segundo ele, houve avanços nesse trabalho, mas ainda é necessário ampliar a estrutura disponível para atender às ocorrências.
“Já estamos mais bem preparados que nos outros anos, mas vamos aprimorar isso nos próximos”, afirmou.





