Equipamento torna transfusões de sangue mais seguras no Amazonas

O Amazonas passou a contar com uma tecnologia considerada um avanço para a segurança das transfusões de sangue. A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) inaugurou um novo irradiador de sangue que substitui o antigo sistema baseado em fonte radioativa por um equipamento que utiliza raios-X, elevando a biossegurança e ampliando a capacidade de atendimento da hemorrede estadual.
Em entrevista à Rede Onda Digital, o diretor de Hemoterapia do Hemoam, Sérgio Albuquerque, explicou que a modernização foi possível por meio de uma parceria com um programa do governo dos Estados Unidos voltado à eliminação do uso de materiais radioativos.
“A gente já utilizava um equipamento de radiação, só que com fonte radioativa, de Césio-137. Nós fomos aceitos em um programa americano de eliminação de fontes radioativas, que nos possibilitou receber de doação um equipamento novo, fabricado no Canadá, com as mesmas características do anterior, mas utilizando raio-X como fonte. Ou seja, a biossegurança aumenta em todos os aspectos”, afirmou.
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A irradiação das bolsas de sangue é um procedimento indicado para pacientes com leucemia e outros tipos de câncer, pessoas com imunodeficiência e recém-nascidos de baixo peso, reduzindo o risco de complicações graves associadas às transfusões.
Maior capacidade de atendimento
Além da mudança tecnológica, o novo irradiador aumenta significativamente a capacidade de processamento dos hemocomponentes.
“O equipamento antigo irradiava uma bolsa em oito minutos. Esse novo consegue irradiar entre três e cinco bolsas em apenas três minutos. Isso significa que a nossa produção de hemocomponentes irradiados vai aumentar muito e poderemos disponibilizá-los para todos os hospitais de Manaus com muito mais eficácia”, destacou.
De acordo com o Hemoam, o equipamento já está em funcionamento. A equipe responsável passou por treinamento específico e o sistema foi validado para iniciar imediatamente o atendimento aos pacientes que necessitam desse tipo de hemocomponente especializado.
Investimento foi custeado pelo governo americano
O investimento total foi de aproximadamente R$ 2 milhões, integralmente financiado pelo governo dos Estados Unidos. O pacote contemplou a aquisição do equipamento, a importação, a construção da sala onde ele foi instalado, além da manutenção preventiva e corretiva pelos próximos dois anos e garantia de peças por dez anos.
“Foi um investimento do governo americano de aproximadamente dois milhões de reais nesse equipamento, evitando que esse recurso saísse dos cofres do Estado”, ressaltou o diretor.





