Serafim Corrêa prevê impacto mínimo do tarifaço dos EUA e destaca força da Zona Franca de Manaus

O governo do Amazonas mantém discurso de tranquilidade diante da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor em 22 de julho. Segundo o vice-governador Serafim Corrêa, economista de formação, os impactos sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM) serão “marginais” e não representam risco para a economia do estado.
Serafim reforçou em entrevista à Rede Onda Digital, dados já apresentados anteriormente pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Gustavo Igrejas. Segundo o governo, apenas 1,7% do faturamento da Zona Franca corresponde às exportações e, desse total, somente 6,5% têm como destino os Estados Unidos. Na prática, isso significa que cerca de 0,11% do faturamento total do Polo Industrial de Manaus estaria diretamente sujeito à nova tarifa. Serafim afirmou que o impacto econômico será absorvido pelo mercado interno.
“A influência, o efeito que vão causar essas novas tarifas é marginal, é muito pequeno, é 0,11%. Um pouquinho mais de movimento no mercado interno já estará suprido esse problema causado pelo tarifaço”, declarou.

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Questionado se via risco para a economia amazonense, o vice-governador respondeu:
“Não, de jeito nenhum. Isso não vai influenciar nada. Rapidamente isso será compensado por vendas no mercado interno.”
Os indicadores apresentados pelo governo estadual sobre os efeitos da medida norte-americana na economia amazonense são positivos para a produção do Polo Industrial de Manaus.
Zona Franca “nunca esteve tão forte”, diz vice-governador
Além de minimizar os efeitos da tarifa, Serafim Corrêa afirmou que a Zona Franca atravessa seu melhor momento.
“A Zona Franca e o Distrito Industrial de Manaus nunca estiveram tão fortes como estão agora”, disse.
Os números mais recentes do Polo Industrial de Manaus apontam cenário positivo. Em 2025, o PIM encerrou o ano com 553 empresas em operação, cerca de 131 mil empregos diretos e faturamento de US$ 40,9 bilhões.





