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A cor da roupa pode ajudar a salvar crianças de afogamento; entenda

Afogamento é a segunda maior causa de morte de crianças de 1 a 4 anos no país, segundo números do Boletim Epidemiológico 2025
11/03/26 às 13:48h
A cor da roupa pode ajudar a salvar crianças de afogamento; entenda

(Fotos: Reprodução/Freepik)

O Brasil registrou 71.663 mortes por afogamento entre 2010 e 2023, segundo o Ministério da Saúde. Desse total, 12.662 casos envolveram adolescentes de 10 a 19 anos e 5.878 tiveram como vítimas crianças de 1 a 4 anos. Os números do Boletim Epidemiológico 2025, divulgados pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), mostram que o afogamento é a segunda maior causa de morte de crianças de 1 a 4 anos no país.

Diante desse cenário, medidas simples como a escolha da cor da roupa de banho têm ganhado atenção. Um estudo realizado em 2023 pela empresa norte-americana Alive Solutions, especializada em segurança aquática, aponta que cores neon, como laranja, verde e amarelo, são mais facilmente visualizadas em piscinas, lagos e no mar, enquanto tons como azul e verde-escuro praticamente desaparecem debaixo d’água. Trajes lisos também oferecem melhor visibilidade do que estampas grandes. Mas será que essa regra vale para os rios amazônicos?

Imagem ilustrativa criada por IA

 

“Na nossa região, a água é escura”

À Rede Onda Digital, o cabo Evandro, guarda-vidas do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), explica que a eficácia das cores chamativas depende do ambiente.

“Em mares e piscinas, roupas neon são mais fáceis de localizar e serem vistas de longe em caso de um possível afogamento. Na nossa região amazônica, que é a água escura, essa roupa chamativa não faz muita diferença”, alerta.

Cabo Evandro, guarda-vidas do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM)

Segundo ele, o principal erro dos pais é usar a roupa como desculpa para relaxar a vigilância.

“A indicação é sempre supervisionar de perto, porque a ideia da roupa chamativa é você supervisionar de longe. Ou seja, você está vendo a criança, o guarda-vidas está vendo a criança com aquela roupa chamativa, e aí se algo acontecer, ele vai conseguir localizar mais fácil”, pontua.

Supervisão direta é insubstituível

O guarda-vidas reforça que a prevenção de afogamentos não pode ser terceirizada.

“A prevenção de salvamento aquático é feita pelo adulto, nunca terceirizar para o irmão mais velho da criança, e sempre próximo, porque a distração ou a distância podem causar afogamentos, e esses afogamentos podem vir a causar problemas sérios. A roupa ajuda em piscinas e praias, mas na nossa região amazônica a principal recomendação continua sendo a atenção direta e próxima ao seu filho.”


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Globalmente, a situação também é grave. Estima-se que 300 mil pessoas morreram por afogamento no mundo em 2021, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desses casos, 24% envolveram crianças menores de 5 anos e 19% crianças entre 5 e 14 anos.

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