Clássico da confeitaria do ciclo junino, maça do amor conquista pelas cores e versões turbinadas

A temporada de festas e quermesses juninas já está agitando diversos bairros e paroquias em Manaus e nos municípios do interior e com isso movimentando um segmento de alimentação fora de casa que tem algumas estrelas da cozinha quente, como o pirarucu de casaca; mingaus (milho e munguzá), churrasquinhos de ‘gato’ (que não são efetivamente de felinos), pórem nada faz mais a alegria das crianças que são levadas a essas festas pelos pais do que a maça do amor, um doce hiperdoce, de cores vibrantes e que vem ganhando seguidas releituras e no ano passado virou febre nacional com a versão do “morango do amor”.

Estrela da confeitaria de junho, a maçã do amor é vendida principalmente em barracas de comidas típicas e tem um preparo simples que utiliza uma maçã inteira atravessada por um palito e uma cobertura feita a partir de açúcar, água, vinagre e corante vermelho. Essa mistura é levada ao fogo até atingir o ponto de calda, a parte mais difícil da receita, e depois aplicada sobre a fruta, formando uma camada rígida após o resfriamento.
O doce tem registros associados a preparos semelhantes em países como os Estados Unidos, onde é conhecido como candy apple ou toffee apple. A partir dessas versões, o consumo se espalhou para outros países, sendo incorporado a celebrações populares e eventos públicos.
No Brasil, a maçã do amor passou a ser associada às festas juninas, onde é comercializada ao lado de outros produtos típicos vendidos em quermesses e arraiais. Sua presença está ligada ao ambiente dessas festas, com produção geralmente artesanal e venda direta ao público.
O processo de produção exige controle do ponto da calda de açúcar. Quando a mistura atinge temperatura adequada, ocorre a formação de uma camada sólida após a imersão da maçã. Se o ponto não for atingido corretamente, a cobertura pode não endurecer ou apresentar textura irregular.
A maçã do amor também se consolidou como um item recorrente em festas escolares, eventos infantis e celebrações de rua em diferentes regiões do país, mantendo presença constante no calendário de festas juninas brasileiras.
No arraiais de Manaus é possível ainda termos as variações com morango ou uva, além de coberturas alternativas de chocolate e cupuaçu e com ou sem confeitos coloridos. Estes podem ser servidos em unidade ou em palitos de churraquinhos, o que dá um charme a mais na hora de atrair o consumidor.

Confira uma receita de maça do amor clássica:
Ingredientes
- 8 maçãs pequenas (Fuji ou Gala);
- 2 xícaras (chá) de açúcar (aprox. 360 g);
- 1/2 xícara (chá) de água (120 ml);
- 1/4 xícara (chá) de vinagre branco (60 ml);
- 1 colher (sopa) de glucose de milho (opcional, ajuda a não cristalizar);
- Corante alimentício vermelho (algumas gotas ou até atingir a cor desejada);
- 8 palitos de madeira.
Modo de preparo:
- Lave e seque muito bem as maçãs. Elas precisam estar totalmente secas para a calda aderir. Espete um palito em cada uma;
- Em uma panela, coloque o açúcar, a água, o vinagre e a glucose de milho;
- Leve ao fogo médio sem mexer após começar a ferver. Mexer pode cristalizar o açúcar;
- Deixe cozinhar até atingir o ponto de “bala dura” (cerca de 145°C a 150°C);
- Se não tiver termômetro: pingue um pouco da calda em água fria; ela deve endurecer imediatamente e quebrar como vidro. Esse é o ponto de calda;
- Quando atingir o ponto, desligue o fogo e adicione o corante vermelho, misturando rapidamente;
- Segure a maçã pelo palito, mergulhe na calda e gire para cobrir toda a superfície;
- Coloque sobre uma superfície untada ou papel manteiga até endurecer completamente.
Dicas importantes
- A maçã deve estar bem seca, sem umidade;
- O ponto da calda é o principal: se passar, queima; se faltar, não endurece;
- Trabalhe rápido após desligar o fogo, pois a calda endurece com facilidade.





