Carnaval não é mais (só) do samba: há espaço para toadas, funk, frevô, axé e até louvores gospel

Uma das bandas mais tradicionais do Carnaval amazonense, a Banda da Bica abriu espaços para as toadas de Garantido e Caprichoso
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Mix de ritmos invade o palco do samba
Produtores relatam que as playlists são definidas semanas antes dos eventos, com base em métricas de plataformas de streaming, pedidos do público e contratos com artistas. Em algumas bandas, os integrantes votam na seleção musical. Já nas festas privadas, empresas de entretenimento adotam curadoria própria, muitas vezes guiada por tendências de execução e engajamento digital.
Pesquisadores apontam que o carnaval funciona como vitrine para a circulação de gêneros e o lançamento de músicas. Canções apresentadas em trios e bandas costumam registrar aumento nas buscas e nas reproduções após o período festivo.
Enquanto isso, foliões transitam entre espaços que oferecem propostas sonoras distintas. Em uma mesma cidade, é possível percorrer trajetos onde o samba predomina, seguir para áreas com repertório eletrônico e encerrar a noite em eventos dedicados ao funk ou ao pagode. O resultado é um mosaico de sons que acompanha o fluxo da festa.
Para quem prefere outra proposta, paróquias católicas e igrejas evangélicas, que no passado organizavam retiros espirituais para afastar fiéis da chamada “festa da carne”, agora promovem eventos que simulam o clima carnavalesco, mas ao som de hinos e louvores religiosos.





