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Animal atropelado x Ângela Bulboll: Associação questiona diferença de tratamento de PMs e ausência de medida cautelar em caso que matou professora

Em nota pública, associação afirma que polícia pediu de forma célere prisão de policias envolvidos no atropelamento e morte de dois cachorros
25/02/26 às 14:55h
Animal atropelado x Ângela Bulboll: Associação questiona diferença de tratamento de PMs  e ausência de medida cautelar em caso que matou professora

(Foto: Reprodução)

A Associação dos Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (APPBMA) divulgou, nesta quarta-feira (25/2), uma nota pública repudiando a diferença de tratamento dispensado aos soldados que atropelaram dois cachorros, no bairro Novo Aleixo, Zona Norte de Manaus, e à motorista da BMW que atropelou e matou a ex-professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Ângela Bulbol de Lima, na última sexta-feira, em uma rua do condomínio Ephigênio Sales, zona Centro-Sul.

“Em episódio amplamente divulgado, policiais militares foram presos por envolvimento no atropelamento de dois animais, que infelizmente vieram a falecer, tendo suas prisões decretadas de forma célere. Já no caso do atropelamento que resultou na morte da senhora Ângela Bulbol, até o presente momento não houve a mesma medida cautelar aplicada à condutora envolvida”, diz a nota da associação.

Policial que dirigia viatura se apresenta para cumprir prisão preventiva pelo atropelamento e morte de dois cachorros

A Polícia Civil investiga o atropelamento da professora, mas não pediu a prisão preventiva da condutora, cuja identidade ainda não foi revelada pelos investigadores oficialmente. Conforme a única nota sobre o caso, a polícia revelou que a responsável poderá responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar a vítima.


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Tratamento diferenciado é denunciado

Na nota da APPBMA também se destaca que não é possível relativizar as responsabilidades, uma vez que as leis devem ser aplicadas a todos os cidadãos, mas isso não aconteceu nos dois casos citados.

“Toda vida importa. Toda conduta irregular deve ser investigada e punida nos termos da lei. No entanto, o que causa perplexidade é a aparente diferença de tratamento. A sociedade questiona: por que, em um caso, a prisão é imediata e no outro não? A lei deve ser aplicada com isonomia, independente de quem esteja envolvido, seja agente público ou cidadão comum”, escreve a diretoria da associação.

 

 

 

 

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