Operação contra UPAs de Palmas mira empresa ligada a pagamento associado ao PCC

A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO) cumpriu, na última quinta-feira (10/9), cinco mandados de busca e apreensão em uma nova fase da Operação Falsa Emergência, que investiga possíveis irregularidades no contrato de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas.
As diligências ocorreram em Palmas, São Paulo, Itatiba (SP) e Rio de Janeiro. Os alvos foram endereços ligados à empresa Medic 360 Serviços Médicos, à sócia da companhia, Maria Luiza de Barba, e a pessoas relacionadas à administração da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba.
Segundo a investigação apresentada pela Polícia Civil à Justiça, a Medic 360 realizou um pagamento de R$ 394 mil, em maio de 2024, por meio de uma empresa relacionada à Keycar, agência de veículos que, conforme apuração da Polícia Civil de São Paulo, seria utilizada como intermediária de recursos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A polícia também investiga uma possível relação entre a Medic 360 e o empresário Thiago Telles Batista de Souza, citado na investigação paulista. A finalidade dos pagamentos e uma eventual ligação com os contratos públicos de saúde em Palmas estão entre os pontos apurados.
O contrato das UPAs
A Operação Falsa Emergência investiga o contrato de aproximadamente R$ 139 milhões firmado entre a Prefeitura de Palmas e a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para a gestão das UPAs Norte e Sul.
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De acordo com a investigação, a Santa Casa teria contratado a Medic 360 para a execução dos serviços. Os investigadores também analisam a atuação de Maria Luiza de Barba e as relações entre empresas envolvidas na execução do contrato.
Prisões na primeira fase
A primeira fase da operação foi deflagrada em junho e resultou na prisão de três pessoas, entre elas a então secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski.
Segundo a Polícia Científica do Tocantins, os investigados passaram a responder a ação penal, e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura dos três no início de setembro.
Nesta nova etapa, documentos e outros materiais apreendidos serão analisados pelos investigadores para esclarecer a movimentação de recursos e as relações entre as empresas e pessoas investigadas.





