Zema chama de “imprestáveis” pessoas que dependem de programas sociais

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta segunda-feira (17/8), que os programas sociais estariam criando uma “geração de imprestáveis”. A declaração ocorreu durante a 27ª Conferência Anual Santander, realizada no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo.
Durante o evento, Zema criticou pessoas que, segundo ele, recusam empregos formais e preferem realizar trabalhos informais, os chamados “bicos”. O candidato argumentou que o emprego com carteira assinada contribui para a qualificação profissional, diferentemente das atividades informais.
“Tem que ter contrapartida (os programas sociais). Nós estamos criando uma geração de ‘imprestáveis’, que se recusam a trabalhar e optam por ficar fa zendo bico, e isso está passando de pai para filho. Que bico qualifica um profissional? Num lugar aonde não tem processo, não tem qualidade, não qualifica. Quando alguém consegue um emprego formal, ele começa a se qualificar”, disse o ex-governador de Minas Gerais.
O ex-governador de Minas Gerais também defendeu uma revisão dos programas sociais, sob o argumento de que os benefícios possuem mecanismos de entrada, mas não estabelecem caminhos efetivos para a saída dos beneficiários. Ele citou ainda a existência de fraudes e o uso inadequado dos pagamentos, sem apresentar dados durante a declaração.
Entre as mudanças propostas, Zema sugeriu que o benefício seja suspenso quando o beneficiário recusar três ofertas de emprego. O candidato também defendeu que pessoas atendidas pelos programas e que não tenham concluído os ensinos fundamental ou médio sejam obrigadas a finalizar os estudos.
Zema, no entanto, não informou quais programas sociais seriam atingidos pelas medidas nem detalhou os critérios para a apresentação das vagas de trabalho.





