Wilker Barreto quer ampliar voz dos municípios na Aleam

O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) relacionou a votação que recebeu no interior à necessidade de ampliar a presença de recursos e de atividade econômica nos municípios do Amazonas. Em entrevista ao Portal Onda Digital nesta quarta-feira (14/10), ele também explicou por que deixou o Cidadania e se filiou ao PSD, partido de Omar Aziz.
Com 55.590 votos, Barreto foi reeleito para o terceiro mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que começa em 2027. Antes, exerceu três mandatos como vereador de Manaus e presidiu a Câmara Municipal por duas vezes. Segundo o TSE, foi o sexto deputado estadual mais votado, com 44.737 votos do interior e 10.853 de Manaus.
Representação do interior
Barreto disse considerar a votação um reconhecimento ao trabalho feito ao longo do mandato e à atuação fora da capital. Segundo ele, levar as demandas dos municípios à Assembleia é necessário para enfrentar as diferenças entre Manaus e o interior.
“Primeiramente, foi uma grande surpresa, não dos votos, mas do reconhecimento do trabalho, porque a gente passou os últimos quatro anos conciliando a capital e o interior. […] fui num processo natural na direção do interior do Amazonas, porque eu percebo que ali falta representatividade, uma voz”, disse Barreto.
O deputado defendeu a ampliação da atividade econômica nos municípios como forma de reduzir a desigualdade regional. “O que a gente precisa é diminuir essa diferença de desigualdade, é fazer esse recurso chegar ao interior. E, para nós melhorarmos o interior, nós temos que levar a atividade econômica. Só a riqueza combate a pobreza.”
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Filiação ao PSD e expectativa para o próximo governo
Barreto afirmou que considera a ida do Cidadania para o PSD sua única troca partidária efetiva, já que a passagem do PHS para o Podemos ocorreu após uma fusão. Segundo ele, pesaram na decisão a candidatura do PSD ao governo e o posicionamento do partido em relação ao governo Wilson Lima.
“Na verdade, eu só tive três partidos, porque um foi o PHS. Como o PHS fez a fusão com o Podemos, então não foi uma mudança de partido, foi uma fusão partidária. Troca, troca, troca eu tive somente do Cidadania para o PSD.”
Sobre a escolha, afirmou:
“Dentro do arco de aliança só tinham três partidos que não tinham influência do ex-governador Wilson Lima: o PT, que, obviamente, por uma questão ideológica, eu não iria; o MDB e o PSD. Eu sabia que o PSD teria candidatura majoritária antagônica ao projeto político do governador Wilson Lima. Foi o que me interessou e foi decisivo.”
Barreto disse que Omar Aziz foi “muito elegante e maduro” diante das diferenças entre os projetos nacionais dos dois. Segundo o deputado, o senador lhe disse: “Wilker, o que me interessa é o futuro do Amazonas”.
Para a próxima legislatura, Barreto afirmou que espera estar ao lado do governo eleito e atuar como interlocutor de diferentes setores. A eleição para o Governo do Amazonas terá segundo turno em 25 de outubro.
“eu quero poder ter oportunidade de estar do lado do governo, mediando problemas, levando as demandas da comunidade, das prefeituras, da sociedade, dos segmentos, porque esse papel também é do legislador: não é somente legislar e fiscalizar, mas ser uma voz, ser uma ponte.”





