Tereza Cristina surge como terceira alternativa na corrida pelo Senado

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém a candidatura à presidência do Senado, apesar das articulações para unificar a oposição em torno de 1 único nome. A congressista é vista como uma 3ª via na disputa, que tem como principais adversários o senador Rogério Marinho (PL-RN), representante da oposição, e o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. A votação será realizada em 1º de fevereiro de 2027.
Tereza disse que mantém conversas com Marinho e que deseja ser a primeira mulher a presidir o Senado. “A minha candidatura está mantida e a dele também. Vamos ver mais para frente”, afirmou. Segundo ela, ainda não há um acordo fechado entre os dois.
Não existe divisão. A direita vai ter um candidato à presidência do Senado. Rogério Marinho e eu somos aliados, do mesmo campo, e vamos decidir com estratégia quem tem mais condições de chegar lá.
Minha candidatura está posta e é para valer. Meu projeto sempre foi o Senado: ser a primeira mulher a ocupar essa cadeira em 203 anos.
— Tereza Cristina (@TerezaCrisMS) November 4, 2026
PP reage a ataques contra Tereza Cristina
Senadores do PP ficaram irritados com a pressão para que Tereza Cristina (PP-MS) desista de disputar a Presidência do Senado. A cobrança ocorreu nas redes sociais e em faixas espalhadas por Brasília, segundo relatos de integrantes do partido ouvidos pela Folha de S.Paulo. As mensagens pediam que a senadora “pare de atrapalhar a oposição”. A autoria dos ataques foi atribuída a apoiadores bolsonaristas.
Tereza e Rogério Marinho (PL-RN) conversam sobre a eleição e defendem que a oposição chegue a um único nome para enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ainda não há definição sobre qual dos dois será o candidato. Segundo a reportagem, a ideia discutida é que, em janeiro, um deles desista em favor do nome considerado mais competitivo.
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PP pode rever posição na disputa
O incômodo com a pressão não deve levar, por enquanto, a bancada do PP a apoiar Alcolumbre, disseram parlamentares do partido à Folha. Eles não descartaram, porém, negociar com o atual presidente do Senado se os ataques continuarem. O PP terá seis senadores na próxima legislatura, e os votos da bancada podem pesar na disputa. A federação formada pelo PP e pelo União Brasil já declarou apoio à reeleição de Alcolumbre.





