Tarifaço dos EUA pode afetar cadeia produtiva da ZFM, avalia Coronel Menezes

O pré-candidato a deputado federal Coronel Menezes (Avante) avaliou que a possível aplicação de tarifas de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não representa um cenário positivo para a economia do Amazonas. Segundo ele, ainda é necessário realizar estudos mais detalhados para medir os efeitos da medida sobre o Polo Industrial de Manaus (PIM) e os setores produtivos da região.
Menezes, que foi superintendente da Zona Franca de Manaus (ZFM) destacou que a maior parte da produção é destinada ao mercado interno, o que reduz os impactos diretos relacionados às exportações para os Estados Unidos. De acordo com ele, apenas uma pequena parcela dos produtos fabricados no polo industrial tem como destino o mercado externo, o que limita os efeitos imediatos das tarifas sobre as vendas das empresas instaladas no Amazonas.
Apesar disso, alertou para possíveis reflexos na cadeia de suprimentos das indústrias. Segundo ele, muitas empresas dependem de matérias-primas e componentes importados para manter suas linhas de produção, especialmente nos segmentos de tecnologia e eletroeletrônicos, que possuem forte presença no Polo Industrial de Manaus.
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“Nós vamos sofrer, sim, um impacto na matéria-prima, porque essa matéria-prima que chega aqui para a produção vai sofrer um impacto. Aí a gente tem que avaliar”, afirmou Alfredo Menezes.
Ele acrescentou que entidades como a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) deverão realizar análises mais aprofundadas para identificar os setores mais vulneráveis e os possíveis efeitos da medida sobre a competitividade da Zona Franca de Manaus.





