Saiba quanto custa um ex-presidente aos cofres públicos

Manter a estrutura de apoio dos ex-presidentes da República custou R$ 9,73 milhões aos cofres públicos em 2025. O valor corresponde às despesas com equipes de segurança, motoristas e assessores, além de gastos com passagens e diárias dos seis ex-presidentes que têm direito ao benefício.
A estrutura é garantida pela Lei nº 7.474, de 1986, que prevê quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal, dois assessores e dois veículos oficiais com motoristas para cada ex-presidente. As despesas são custeadas pela Presidência da República.
Segundo dados abertos da Presidência, em planilha atualizada em 29 de outubro de 2026, aproximadamente dois terços dos gastos registrados em 2025 foram destinados ao pagamento de salários das equipes. A maior parte do restante correspondeu a despesas com passagens e diárias.
O benefício assegura aos ex-presidentes uma estrutura de pessoal e transporte mesmo após o encerramento dos mandatos. Os gastos incluem tanto a remuneração dos profissionais disponibilizados quanto os deslocamentos das equipes de apoio.
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Collor lidera os gastos
Entre os ex-presidentes, Fernando Collor de Mello registrou o maior custo em 2025, com R$ 2,43 milhões. Na sequência aparece Dilma Rousseff, com R$ 2,41 milhões. Juntos, os dois concentraram aproximadamente metade das despesas registradas no período.
Confira os valores:
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Fernando Collor: R$ 2,43 milhões;
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Dilma Rousseff: R$ 2,41 milhões;
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Michel Temer: R$ 1,61 milhão;
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Jair Bolsonaro: R$ 1,20 milhão;
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José Sarney: R$ 1,10 milhão;
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Fernando Henrique Cardoso: R$ 982 mil.
A soma dos valores individuais corresponde ao total de aproximadamente R$ 9,73 milhões informado pela Presidência da República.
Atual presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também utilizou a estrutura de apoio destinada a ex-presidentes antes de retornar ao Palácio do Planalto, em janeiro de 2023.
Em 2022, último ano antes de assumir novamente a Presidência, os gastos com sua equipe chegaram a R$ 1,8 milhão. Já em 2026, as despesas relacionadas à estrutura dos ex-presidentes ultrapassaram R$ 7,37 milhões, conforme os dados apresentados.





