Racha no PT? Quaquá contesta poder de Edinho e promete procurar Lula

O prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, reagiu à possibilidade de ser afastado do partido e questionou a autoridade do presidente nacional da sigla, Edinho Silva, para expulsá-lo. Quaquá também disse que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Quem é Edinho? Para expulsar alguém do PT? O PT não é um partido fascista, autoritário, que tenha um dono”, declarou Quaquá.
Quaquá foi questionado pelo portal Poder360 sobre declarações feitas por Edinho Silva. O presidente do PT afirmou haver “um amontoado de projetos pessoais”, mencionou “práticas patrimonialistas, em que a estrutura partidária é utilizada para atender a interesses pessoais e, em algumas situações, até para promover enriquecimento e crescimento patrimonial” e disse que não é mais possível conviver com essa situação.
A discussão ganhou força depois de Edinho defender, em reunião da Executiva Nacional do PT realizada em 29 de outubro, que dirigentes acusados de não se empenhar na campanha presidencial deixassem a legenda. No encerramento do encontro, ele mencionou um “divórcio litigioso”, expressão interpretada por participantes como referência a uma possível expulsão.
Leia mais:
Edinho Silva diz que Lula avalia mudar indicação de ministros do STF
Deputados do PT pedem prisão preventiva de Flávio e alerta à Interpol
Quaquá afirmou que coordenou a campanha de Lula no Rio de Janeiro e contestou críticas à atuação do filho, Diego Zeidan, presidente do PT fluminense. Segundo o prefeito, Diego se afastou por quatro dias por recomendação médica, depois de apresentar um pico de pressão. Quaquá também acusou Edinho de falar em nome de Lula e disse que pretende pedir uma conversa com o presidente.
Disputa pode ampliar racha interno no PT
O conflito ocorre em meio ao debate sobre a renovação do partido e a atuação de dirigentes durante a campanha. Edinho defende a formação de uma nova maioria na sigla e maior alinhamento às propostas do governo e da campanha. A disputa também pode afetar a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual fazem parte Edinho e Quaquá.





