Possibilidade de Tarcísio disputar 2030 provoca reações de Eduardo e Michelle Bolsonaro

A declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre uma possível candidatura à Presidência da República em 2030 provocou reações entre integrantes do campo bolsonarista e ampliou as divergências internas.
Na sexta-feira (30), a senadora eleita pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL), saiu em defesa do governador e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro mantém respeito, carinho e gratidão por aliados que passaram a ser criticados após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
Sem citar diretamente o enteado, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), Michelle contestou informações de que Jair Bolsonaro estaria responsabilizando lideranças políticas pelo resultado eleitoral. Segundo ela, o ex-presidente reconhece o esforço de quem participou da campanha de Flávio.
“Em nossas conversas, o Jair sempre manifesta um carinho e uma gratidão especial a todos os apoiadores que se doaram porque acreditam em um futuro melhor para o Brasil e para os brasileiros”, escreveu nas redes sociais.
Na publicação, Michelle também afirmou que o ex-presidente se entristece com notícias que atribuem a ele manifestações de divisão e apontamentos de supostos responsáveis pela derrota.
“Ele [Jair Bolsonaro] se entristece quando vê notícias falsas, atribuindo a ele manifestações mentirosas, que pregam a divisão, apontam injustamente supostos ‘culpados’ e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como [a senadora] Damares [Alves], Tarcísio [de Freitas], Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados: muito respeito, carinho e gratidão”, acrescentou.
Leia a declaração dela pelos stories:

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As críticas ao governador paulista também partiram de Eduardo Bolsonaro. Em vídeo que circulou nas redes sociais, o ex-deputado questionou o alinhamento ideológico de Tarcísio e afirmou que o governador não representa a direita conservadora defendida pelo núcleo mais próximo da família Bolsonaro.
“Não venham querer pintar o Tarcísio como uma pessoa de direita, porque ele não é”, declarou Eduardo. Na mesma manifestação, classificou o governador como um “tecnocrata de centro”.
Entre os pontos de divergência, Eduardo questionou a postura de Tarcísio em relação ao Judiciário e a interlocução do governador com integrantes das instituições. Também afirmou que o republicano não deveria considerar os votos do eleitorado conservador como garantidos.
Veja o trecho em que ele falou disso:
As críticas ganharam força depois que Tarcísio defendeu o reconhecimento do resultado das urnas e afirmou, em entrevista ao Estadão, que uma candidatura presidencial em 2030 é uma possibilidade, desde que conclua bem seu segundo mandato em São Paulo.
Aliados saem em defesa do governador
Diante das críticas, integrantes do grupo político de Tarcísio também se manifestaram publicamente em defesa do governador. Entre eles está Guilherme Piai (Republicanos), ex-secretário estadual da Agricultura e deputado federal eleito.
“Conheço o Tarcísio, seu caráter, seus princípios e sua lealdade. Tenho enorme respeito e confiança nele. Tarcísio percorreu o Brasil durante a campanha, participou de agendas ao lado de Flávio Bolsonaro e trabalhou pelo projeto político que defendia”, escreveu.
O deputado estadual Danilo Campetti, considerado próximo ao governador, também rebateu as acusações e negou que Tarcísio tenha traído Flávio.
“Estão tentando dividir a direita. Tarcísio não traiu Flávio Bolsonaro! Eu caminhei ao lado do governador nesta eleição e testemunhei sua lealdade, seu compromisso e sua dedicação”, afirmou.
O vereador Murilo Basi também saiu em defesa do governador e destacou sua participação na campanha presidencial de Flávio.





