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Petrobras limita venda de combustíveis e acende alerta no mercado

A Petrobras nega redução no fornecimento
19/03/26 às 20:44h
Petrobras limita venda de combustíveis e acende alerta no mercado

(Foto: reprodução)

A decisão da Petrobras de limitar a venda de combustíveis às distribuidoras em abril acendeu um alerta no mercado e pode impactar preços e abastecimento no país. O volume disponível para compra pode ser até 20% menor em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo agentes do setor.

A medida, que teria surpreendido empresas do segmento, ocorre em um cenário de alta nos preços internacionais. Com menor oferta interna, distribuidoras podem ser levadas a aumentar as importações — mais caras — ou enfrentar risco de desabastecimento em algumas regiões.

A Petrobras, por sua vez, nega redução no fornecimento. Em nota, a estatal afirma que suas refinarias operam com capacidade máxima e que os contratos firmados para março e abril serão cumpridos integralmente. A empresa também informa ter antecipado entregas e ampliado a oferta em cerca de 15% acima do previsto inicialmente.

Limitação e impacto no mercado

Mensalmente, a Petrobras define uma cota de combustível que cada distribuidora pode adquirir, prática adotada porque o Brasil não produz o suficiente para atender toda a demanda interna. Para abril, esse limite teria sido reduzido.

Além disso, houve mudança na forma de liberação do volume: a cota passou a ser distribuída em parcelas diárias. Segundo empresas, isso dificulta o planejamento, já que o consumo não é uniforme ao longo do mês.


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Dependência de importações

Com menor oferta nacional, cresce a necessidade de compra de combustível no exterior, o que eleva os custos. O diesel importado chegou a custar até R$ 2,70 a mais que o vendido nas refinarias, enquanto a gasolina apresentou diferença de até R$ 1,50 por litro.

Atualmente, cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado. No caso da gasolina, o percentual gira em torno de 10%.

Risco de alta e desabastecimento

Especialistas avaliam que o cenário pode pressionar os preços nas bombas nas próximas semanas, já que o combustível importado tende a ser repassado ao consumidor final.

Há também preocupação com a logística. Enquanto o combustível nacional chega por dutos, o importado depende de transporte marítimo e rodoviário, o que encarece e dificulta a distribuição.

Se houver dificuldades na importação ou no transporte, pode haver desabastecimento pontual, especialmente em períodos de maior demanda, como durante a safra agrícola, quando o consumo de diesel aumenta.

(*)Com informações da CNN Brasil

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