Gastos com candidaturas chegam a R$ 11 bilhões nas eleições de 2026

Os gastos dos candidatos nas eleições de 2026 ultrapassaram R$ 11 bilhões, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O total chegou a R$ 11,03 bilhões, uma redução de R$ 2,36 bilhões em relação ao pleito de 2022.
Esse valor inclui despesas de campanhas de candidatos à Presidência da República, Senado Federal, Câmara dos Deputados, além de candidaturas para deputados estaduais e distritais.
Com 52% (R$ 5,72 milhões) dos gastos, a principal despesa de candidatos foi com doações financeiras a outros candidatos e partidos. Esse mecanismo permite que um político transfira parte da própria verba eleitoral para outros concorrentes.
A segunda maior despesa, com valor de R$ 973 milhões, foi “publicidade por materiais impressos”. Em seguida, aparecem serviços prestados por terceiros (R$ 795 milhões), atividades de militância e mobilização de rua (R$ 662 milhões) e “despesas com pessoal” (R$ 538 milhões).
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Outro gasto relevante foi o de despesas com impulsionamento de conteúdos, que gerou R$ 488 milhões. Entre os gastos destinados a plataformas digitais, o Facebook, da Meta, foi a ferramenta digital que mais recebeu recursos eleitorais no pleito deste ano. Segundo o levantamento, a empresa recebeu R$ 352 milhões em 28,6 mil contratos firmados, um salto de 272% frente ao pleito de 2022, quando as movimentações financeiras somaram R$ 129 milhões em cerca de 19,4 mil contratos.
Os recursos das eleições têm entre as origens o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), o chamado “fundão eleitoral” que corresponde a uma parte significativa do orçamento dos pleitos.





