Flávio diz que deixou o Brasil por perseguição e relata intimação da PF na casa do pai

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que deixou o Brasil por se sentir perseguido e relatou que foi intimado por agentes da Polícia Federal ao sair da casa do pai, Jair Bolsonaro. A decisão que determinou a entrega dos passaportes e o proibiu de viajar foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o senador.
Flávio está nos Estados Unidos com a mulher e as duas filhas e fez as declarações em uma live de cerca de 16 minutos, na noite desta sexta-feira (30/10).
Na transmissão, Flávio relatou que decidiu deixar o país depois de ser intimado a entregar os passaportes e proibido de viajar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado, ao lado do advogado Willer Tomaz, por suspeita de lavagem de dinheiro. Os dois negam irregularidades.
Flávio relata visita ao pai e diz que se sentiu perseguido
O senador contou que visitou o pai, Jair Bolsonaro, na segunda-feira (26), e que, ao deixar a residência, foi informado da presença de agentes da Polícia Federal. Segundo seu relato, foi naquele momento que recebeu a intimação sobre os passaportes e a proibição de sair do Brasil.
“estava saindo da casa do meu pai, avistei ali na parte de fora os policiais federais. meu pai me levou até o portão, abriu o portão, pra frente era a calçada e eu sou intimado de uma decisão de Alexandre de Moraes, que foi tomada poucos minutos após o anúncio pelo TSE do resultado das eleições”, relatou flávio.
Flávio afirmou que conversou com a esposa antes de viajar e que a decisão foi tomada em família. Disse também que, se tivesse permanecido no Brasil, não conseguiria manter contato com os apoiadores nem expressar suas opiniões. Na transmissão, acusou instituições brasileiras de perseguição política e disse que não teria a quem recorrer contra o que considera injustiças.
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“Eu saí pelo Brasil”, afirma senador
Flávio apresentou a permanência nos Estados Unidos como uma forma de continuar atuando politicamente. Ele disse que pretende exercer de fora do país a liderança que, segundo ele, recebeu dos apoiadores.
“eu digo que eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil e eu sei que daqui eu vou continuar tendo uma voz ativa, vou poder continuar exercendo a minha liderança que eu devo aqui ao presidente Bolsonaro”, disse.
Em outro trecho, o senador declarou que perdeu a eleição para “o sistema”, e não para o adversário. Também voltou a questionar a apuração, usando a expressão “gol de mão” para descrever supostas irregularidades. Não apresentou, durante a transmissão, provas que sustentassem as acusações.




