Eduardo Bolsonaro compara crise bancária no Paraguai ao caso Master no Brasil

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) comparou a crise do Ueno Bank, no Paraguai, ao escândalo envolvendo o Banco Master, no Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que os casos tiveram consequências políticas diferentes: no país vizinho, houve prisões e a renúncia do presidente Santiago Peña; no Brasil, segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito apesar do escândalo.
Eduardo classificou o caso brasileiro como “muito pior” e criticou pessoas que, segundo ele, estariam intimidando quem questiona os acontecimentos. O ex-parlamentar não identificou quem seriam essas pessoas nem apresentou, na declaração, detalhes ou provas sobre os supostos pagamentos que mencionou.
Ao final do vídeo, Eduardo defendeu que o Paraguai continue recebendo brasileiros que deixam o Brasil. Ele justificou a afirmação com críticas às instituições brasileiras, às quais chamou de “ditadura de toga”. A expressão é uma avaliação política do ex-deputado, não uma caracterização factual do sistema de governo brasileiro.
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O que ocorreu no Paraguai
A crise começou após a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, cujo índice de solvência havia caído abaixo do mínimo regulatório. A medida suspendeu os serviços da instituição e deixou clientes temporariamente sem acesso às contas.
Santiago Peña, que teve participação acionária no grupo controlador do banco até março de 2025, renunciou à Presidência em 5 de novembro. Depois do anúncio, a Câmara dos Deputados aprovou por 78 votos a abertura do processo de impeachment; a decisão final caberia ao Senado.
No Brasil, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025. A comparação entre os casos e a ideia de que o escândalo brasileiro seria “muito pior” são opiniões de Eduardo Bolsonaro.





