Defesa de Bolsonaro pede a Nunes Marques suspensão da pena de 27 anos

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, pediu nesta quinta-feira (24/9) ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspensão imediata da execução da pena de 27 anos e 3 meses imposta no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. O pedido foi apresentado dentro da revisão criminal que está sob relatoria de Nunes Marques.
Nunes Marques foi indicado ao STF por Bolsonaro em outubro de 2020, para ocupar a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Celso de Mello. Ele tomou posse em novembro daquele ano.
A revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente está sob responsabilidade do ministro desde maio deste ano, e é dentro desse processo que o novo pedido de suspensão foi protocolado.
Leia mais
Moraes dá 48 horas para defesa de Bolsonaro explicar uso de vídeo com IA em convenção do PL
Defesa de Bolsonaro recorre contra proibição de visitas e manifestações políticas
Argumentos da defesa
Os advogados de Bolsonaro sustentam que a condenação deveria ter sido analisada pelo Plenário do STF, e não pela Primeira Turma. Segundo a defesa, os fatos atribuídos ao ex-presidente ocorreram durante o período em que ele ocupava a Presidência da República.
A defesa argumenta ainda que manter a execução da pena enquanto a revisão criminal tramita pode causar um dano que não poderia ser reparado posteriormente. Por isso, pede que a execução fique suspensa até o julgamento definitivo da revisão.
O pedido ainda não foi analisado por Nunes Marques.
PGR é contra a revisão
Em parecer apresentado em junho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a rejeição da revisão criminal. Para Gonet, a defesa apenas retoma argumentos que já foram analisados e rejeitados pela Primeira Turma do STF.
O procurador também sustentou que o julgamento de Bolsonaro pela Primeira Turma foi válido e que a condenação está baseada nas provas reunidas no processo. A manifestação da PGR será considerada no julgamento da revisão, que ainda não teve decisão de mérito.
Bolsonaro cumpre atualmente a pena em prisão domiciliar, conforme decisão judicial anterior, enquanto a defesa busca suspender a execução até a análise do novo pedido.





