Candidatos da Rede ao governo e ao Senado defendem mais indígenas no poder

Os candidatos da Rede Sustentabilidade ao Governo do Amazonas, Isael Munduruku, e ao Senado, Ismael Munduruku, defenderam maior participação dos povos indígenas nos espaços de poder. Eles também apresentaram propostas e posicionamentos sobre saúde, meio ambiente e o Supremo Tribunal Federal (STF) em entrevista ao programa Em Alta, da rádio Antena 1 Manaus (92,3 FM), nesta quinta-feira (1º/10).
Incêndio no Parque das Tribos
Ao comentar o incêndio que atingiu o Parque das Tribos, Ismael classificou o episódio como criminoso e afirmou que as chamas destruíram parte da área preservada pela comunidade indígena.
“Então, é um fogo criminoso mesmo e queimou ali metade da reserva que nós preservamos ali no Parque das Tribos”, declarou o candidato ao Senado.
Mandato para ministros do STF
Questionado sobre a atuação dos senadores na fiscalização do STF, Ismael defendeu que os ministros da Corte tenham mandato com prazo determinado.
“Ministro tem que ter mandato porque o ministro não é Deus. O ministro não está acima da lei e nem pode inventar a lei”, afirmou.
Representatividade indígena
Durante a entrevista, Ismael também falou sobre a presença indígena no Congresso Nacional. Segundo ele, pretende levar ao Senado conhecimentos e demandas dos povos originários.
“Eu não quero ser senador para levar meu cocar para o Senado, para ser bonitinho. Eu não quero ser um folclore do Senado. Eu vou levar conhecimento ancestral”, disse (49:37).
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Saúde e atendimento no interior
Isael criticou as condições dos serviços públicos no Amazonas e relatou uma experiência da própria família na rede estadual de saúde. Segundo ele, a filha precisou de atendimento na UPA Campos Sales e permaneceu no local por horas.
“Eu levei minha filha dez horas da manhã para a UPA Campos Sales. Nós saímos de lá duas horas da manhã e ainda não tínhamos sido atendidos”, relatou.
Ao explicar sua candidatura ao governo estadual, Isael afirmou que pretende priorizar a população em situação de maior vulnerabilidade e ampliar a presença do poder público no interior do Amazonas.
“Eu quero ser governador para essa gente. Eu quero ser governador para atender o mais necessitado. Eu quero levar o Estado lá para o ribeirinho, para o caboclo, aquele cara que não tem ninguém por ele”, declarou.





