Alessandra Campêlo denuncia possível ameaça de Kidson na tribuna da Aleam

A deputada estadual e candidata a vice-governadora do Amazonas, Alessandra Campêlo (PSD), voltou a falar nesta quarta-feira (14/10) sobre a ameaça que diz ter sofrido do candidato não eleito a deputado estadual Kidson Maia (PL) durante um debate eleitoral, na terça-feira (13/10).
Na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ela afirmou que o gesto de degola foi feito três vezes e negou a versão de que se tratava de uma brincadeira. “Não existe brincadeira. Isso é linguagem de marginal”, declarou.
Campêlo relata gesto e registra boletim de ocorrência
Segundo a deputada, Kidson fez o gesto olhando diretamente para ela, e o vereador Sargento Salazar (PL), eleito deputado federal, riu ao lado dele.
Ela afirmou que informou a situação a uma colega no momento e que seu advogado tentou impedir a repetição do gesto.
Campêlo registrou boletim de ocorrência por ameaça na Delegacia da Mulher. “Eu me senti ameaçada naquele momento, porque se ele faz isso no meio de tantas pessoas, com toda imprensa presente, imagine o que ele pode fazer depois?”, questionou.
A deputada também afirmou que Kidson a chamou de “chorona”, “mimizenta” e “mentirosa” em vídeo publicado nesta quarta-feira. “Eu vou até o fim nesse processo. Não tenho medo. Com bandido eu não vou fazer acordo”, disse. Ela afirmou ter acionado os Ministérios Públicos Estadual e Federal.
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Deputados manifestam solidariedade na Aleam
Após a fala de Campêlo, deputados se manifestaram em solidariedade à parlamentar. O deputado Rozenha (PSD) afirmou que o gesto “no mundo do crime só tem uma conotação: morte” e disse que a deputada é “uma estrela”.
Wilker Barreto (PSD) classificou o episódio como “uma ameaça velada” e cobrou posicionamento da candidata Maria do Carmo (PL). Brena Dianná (União Brasil) afirmou que o mandato não pode ser confundido com impunidade e defendeu que as plataformas banam os responsáveis.
Sinésio Campos (PT) disse que qualquer tipo de agressão deve ser repudiado e que a Casa não pode ver o caso de forma passiva. Thiago Abrahim (MDB) afirmou que o ato foi contra todas as mulheres.
Dan Câmara (Republicanos) disse que a Casa dispõe de mecanismos para responsabilizar condutas criminosas. Abdala Fraxe (Avante) defendeu que o episódio seja “levado às últimas consequências”.
Aleam já havia divulgado nota de repúdio
A Aleam já havia divulgado nota de repúdio na terça-feira. No documento, o presidente da Casa, deputado Adjuto Afonso, afirmou que atitudes que possam intimidar, constranger ou colocar em risco a integridade de uma mulher são inadmissíveis.





