Alcolumbre defende pacificação no ambiente político, mas diz que “paz nunca será sinônimo de omissão”

(Foto: Agência Senado)
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu nesta segunda-feira (2/2) a pacificação do ambiente político e a responsabilidade no diálogo entre forças com visões distintas, durante a sessão solene que marcou a abertura do ano legislativo. A cerimônia oficializou a retomada dos trabalhos no Senado Federal e na Câmara dos Deputados.
Último a discursar, Alcolumbre adotou um tom político e destacou a necessidade de maturidade institucional.
“Precisamos, mais do que nunca, de diálogo, de bom senso e de paz. Paz entre os grupos que defendem ideologias diferentes. Paz entre as instituições nacionais, paz entre os Poderes da República”, defendeu.
O senador afirmou, no entanto, que a defesa da paz não implica omissão diante de conflitos. Segundo ele, o Congresso seguirá atuando de forma firme na preservação do Estado de Direito.
“Defender a paz nunca foi nem nunca será sinônimo de omissão. Nosso desejo de paz não significa que tenhamos medo de luta. Nossa luta é e sempre será em defesa de todos os brasileiros”, afirmou.
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Alcolumbre também enfatizou que a diversidade de ideias, origens e visões de mundo é uma das principais forças do país, mas alertou que divergências não podem resultar em violência ou intolerância. Para o parlamentar, o dissenso é parte do processo democrático, desde que conduzido com responsabilidade.
De acordo com o presidente do Congresso, é no Poder Legislativo que o país encontra espaço para mediação em momentos de tensão política. Ele afirmou que sua gestão terá como compromisso reduzir conflitos, evitar extremismos e buscar consensos possíveis, mantendo o respeito às diferenças e a independência entre os Poderes, com diálogo permanente com o Executivo e o Judiciário.
Ao tratar da agenda legislativa, Alcolumbre citou a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais, medida que passou a valer neste ano. Segundo ele, a iniciativa corrige uma distorção histórica e beneficia milhões de brasileiros, ao aliviar a carga tributária sobre quem vive do salário e ampliar a contribuição de quem tem maior capacidade econômica.
*Com informações da Agência Brasil






