TCU inclui trecho da BR-319 entre obras prioritárias para receber recursos

O remanescente do Lote 1C da BR-319, no Amazonas, está entre as dez obras rodoviárias que o Tribunal de Contas da União (TCU) considera prioritárias para receber recursos públicos. Segundo o tribunal, são necessários R$ 43,9 milhões para viabilizar a conclusão do empreendimento, com possibilidade de término até o fim de 2027, caso as restrições orçamentárias sejam superadas.

A lista foi apresentada pelo TCU na sessão plenária de quarta-feira (21), com determinação de envio ao Congresso Nacional e à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO). A seleção busca orientar a destinação de recursos federais a obras já iniciadas que precisam de mais investimentos para serem concluídas.
A BR-319 liga Manaus a Porto Velho (RO). A inclusão de um trecho da rodovia entre as prioridades do tribunal coloca a necessidade de recursos do empreendimento na discussão sobre a distribuição do orçamento federal.
Nova metodologia
A seleção faz parte do Fiscobras, plano anual de fiscalização de obras públicas do TCU. Em 2026, o tribunal analisou 24 empreendimentos nas cinco regiões do país, com R$ 6,1 bilhões em recursos fiscalizados.
Além de verificar possíveis irregularidades, o TCU adotou uma metodologia para identificar obras que precisam de investimentos adicionais e têm condições concretas de conclusão até o fim de 2027. A análise considera, entre outros critérios, os impedimentos à retomada dos trabalhos, a maturidade do empreendimento e o nível de impacto da obra.
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Entre as dez obras, a maior necessidade de recursos é a do acesso a Porto Murtinho, na BR-267, em Mato Grosso do Sul, com quase R$ 280 milhões. A Ponte do Xingu, na BR-230, no Pará, aparece com demanda de R$ 67,9 milhões.
O TCU pretende incorporar a metodologia aos próximos ciclos anuais do Fiscobras e ampliá-la a outras áreas, como saneamento, saúde, educação e mobilidade.
A inclusão da BR-319 na relação não significa que os recursos estejam garantidos. A lista funciona como orientação para as prioridades orçamentárias, e a destinação depende das decisões sobre o orçamento federal.





