“Pode tomar cafezinho”: presidente da Aleam nega boicote em votação

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Adjuto Afonso (União Brasil), negou que tenha ocorrido boicote à votação durante a sessão desta terça-feira (1º), encerrada por falta de quórum, quando o número mínimo de parlamentares exigido pelo regimento para iniciar a sessão não foi atingido.
Seis deputados haviam registrado presença na Assembleia, mas não compareceram ao plenário. Durante a sessão, o deputado Carlinhos Bessa (União Brasil) chegou a afirmar que havia parlamentares no café que estariam se recusando a participar da votação.
Em entrevista, Adjuto Afonso afirmou que não poderia classificar a ausência dos parlamentares como boicote. Segundo ele, eram necessários pelo menos 13 deputados em plenário para que as matérias fossem deliberadas, mas alguns parlamentares deixaram o local.
“Não sei se foi proposital ou se tinham algum outro a fazer. Não quero dizer que isso foi boicote”, afirmou.
O presidente também relativizou a permanência dos deputados fora do plenário. Segundo ele, parlamentares podem deixar a sessão para atender pessoas em seus gabinetes ou analisar matérias que ainda não conhecem suficientemente.
Adjuto citou ainda a fala de Carlinhos Bessa sobre os deputados que estariam no café e teriam sido convidados a retornar para a votação.
“Eles vão pautar novamente a matéria”, disse o presidente, ao afirmar que não pretende adotar nenhuma medida contra os parlamentares.
“Pode tomar cafezinho”
Ao ser questionado sobre a atitude dos deputados e sobre eventuais providências, Adjuto Afonso afirmou que não haverá punição.
“O deputado é autônomo”, disse.
Na sequência, o presidente afirmou que cabe ao parlamentar decidir se permanece no plenário, inclusive para analisar melhor uma matéria antes de votar.
“Ele pode dizer, ou sai do plenário, ou vai tomar cafezinho”, afirmou Adjuto.
Para o presidente da Aleam, a ausência não caracteriza necessariamente descumprimento de uma obrigação parlamentar. Ele também destacou que algumas matérias podem chegar em regime de urgência e que os deputados podem precisar de mais tempo para conhecer o conteúdo antes da votação.
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Votação foi adiada
A sessão da terça-feira foi encerrada depois que a Aleam não conseguiu atingir o quórum necessário. Entre os deputados que haviam registrado presença na Casa, mas não estavam no plenário, estavam Thiago Abrahim (MDB), Abdala Fraxe (Avante), Sinésio Campos (PT), Wilker Barreto (PSD), Ednailson Rozenha (PSD) e Cristiano D’Angelo (MDB).
A votação das matérias que estavam na pauta foi, então, adiada.
Apesar do episódio, Adjuto Afonso reforçou que não pretende tratar o caso como boicote.
“Não vejo de nenhuma forma boicote, nem que a gente tenha que tomar qualquer tipo de atitude”, afirmou.





